terça-feira, 27 de setembro de 2011

Refletindo sobre a Caridade



Pergunta – Você quer dizer que os Bons Espíritos se empenham em conduzir-nos, tanto quanto possível, para as obras de assistência social?

Resposta – Perfeitamente. Emmanuel, Dr. Bezerra de Menezes, Batuíra, André Luiz e outros instrutores da Espiritualidade nos dizem sempre que o Espiritismo sem trabalho de auxílio aos semelhantes, com base em nossa própria reforma íntima, deixa de ser o Cristianismo Redivivo que é, e deve ser, para ficar isolado em teorias e afirmações estanques.

Chico Xavier (Fonte: Divulgação Espírita Cristã, nº09, Ano 02, set/1967).


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Nunca é demais falar sobre a caridade.

Caridade é o amor ao próximo em ação e sabemos, segundo Jesus nos ensina, que amar a Deus e ao próximo (sendo que ambos são semelhantes) é o caminho para a "Vida Eterna".

Vida Eterna essa que significa a nossa felicidade, nossa integração com o Criador, nossa plenitude.

Muitos creem, erroneamente, que com a prática da caridade o Espiritismo quer comprar o Céu, como se fosse um escambo: um gesto de caridade em troca de um pedacinho do Céu.

No entanto, a recomendação da prática da caridade incessante está muito além disso.

A caridade é o instrumento de aperfeiçoamento íntimo de todos nós.

Se o amor a Deus e ao próximo são a senha para nossa plenitude - ou seja, para a paz interior e felicidade plena -, o exercício da caridade é o meio de aprendermos a amar o próximo, o meio de aprendermos (gradativamente) a sentir verdadeiro amor fraterno por um terceiro.

Ou alguém pensa que pelo simples fato de sabermos que Jesus ensina que devemos amar o próximo, passaremos, da noite para o dia, a amar verdadeiramente o próximo?

Se Deus nos desse a conquista da plenitude e da integração com Ele de "mão beijada" o Criador estaria premiando o menor esforço, o ócio, e, obviamente, ociosidade, seja onde for, é flagrante traço de inferioridade, o que não combina ,pela lógica, com a conquista do "Reino do Céu".

Então, a caridade - conforme Jesus ensinou em várias oportunidades e em especial na Parábola do Bom Samaritano - é a escola na qual aprendemos a verdadeiramente amar o próximo.

Eis o que o Espiritismo - que traduz a ideia do Senhor - entende pela caridade e pela sua importância em nossa vida.

Qualquer gesto de doação - seja um pão, alimentos diversos, uma roupa, palavras, um sorriso, uma consolação, etc - significa que estamos saindo da esfera do ego, do "pensar em si mesmo"; em suma, estamos alijando o egoísmo do nosso coração e, com efeito, desenvolvendo a capacidade de amar o próximo.

Tal capacidade - que aparece, primeiramente, a nível de sentimentos e depois em pensamentos - é, na verdade, a capacidade de sentir o Criador dentro de nós, em nós e conosco, fazendo da nossa vida um hino de louvor à Sua Obra de Amor Universal e também sendo o Reino de Vida Eterna, de Paz Eterna, em nossa vida.

I.


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