quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Autoperdão




O autoperdão é também forma de se conseguir a paz interior, imprescindível para uma vida feliz.

Quando Jesus recomenda que reconciliemos com os nossos inimigos (Mateus 5: 25 e 26), Ele também está a nos exortar à reconciliação com os inimigos que trazemos dentro de nós.

Tais inimigos são representados por atos, atitudes e decisões insensatas que, infelizmente e ainda, fazem parte do nosso cotidiano, vez que elas existem como estopim da lição reeducativa de que precisamos para adquirirmos virtudes.

Jesus também disse que ainda é necessário que haja escândalos (Mateus 18: 6), querendo dizer que por conta da nossa natureza ainda atrasada, nós só aprendemos após sentirmos as consequências dos nossos erros, seja na forma de remorso, culpa, etc.

Eis a utilidade maior dos erros que cometemos: servir de parâmetro de comparação do que é certo ou não fazer.

Agora remoer as faltas em atitude de autoflagelação não é outra coisa senão atitude doentia que nos tira a paz e nos deixa entregues - quase sempre - à apatia, fazendo com que percamos valorosas oportunidades de sermos úteis à causa do bem e, consequentemente, aniquilarmos essas chagas morais do nosso ser.

Se Deus quisesse que ficássemos remoendo de forma atormentante os erros do passado Ele não teria criado a reencarnação que nos enseja sempre um recomeço sob o véu do esquecimento.

Olhemos o passado ruim e sombrio do mesmo ponto de vista do adulto que olha as pueris travessuras da infância como uma fase superada, mas não deixando, por outro lado, de extrairmos delas valorosas lições que nos possibilitarão atingirmos a sublimação espiritual.

Tenshi

Areado, 26/07/2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reencarnação existe?


No Evangelho de Mateus, no capítulo XVI, versículos 13 a 17, Jesus interpela os discípulos sobre quem o povo pensava que Ele era. Eles respondem que uns diziam que Ele era Elias, outros que Ele era João Batista, outros ainda que Ele era Jeremias ou algum outro profeta do velho testamento...

Em outra significativa passagem, contida também no Evangelho de Mateus, capítulo XVII, versículos 10 a 13, os discípulos interrogam a Jesus, questionando por que os escribas diziam que Elias deveria vir primeiro do que o Messias prometido, no que Ele responde que Elias já havia vindo, concluindo a narração com a afirmação de que Jesus se referia a João Batista.

Diante desse trecho é fácil concluir algumas coisas: primeiro, que os apóstolos criam - ou ao menos cogitavam - a existência da reencarnação, vez que falam com naturalidade das especulações sobre quem Jesus teria sido; segundo, que Jesus confirma que João Batista era Elias e, com isso, Ele está a confirmar a existência da reencarnação; e, por fim, que se a reencarnação não existisse, se fosse uma crença errada, o Cristo a teria corrigido/combatido nesse momento em que os apóstolos se mostram crentes quanto a existência das vidas sucessivas.

A crença na reencarnação é tão antiga quanto a crença na imortalidade da alma, estando presente no budismo, no hinduísmo, em alguns ramos do judaísmo e também em algumas religiões antigas da Grécia, Pérsia, Egito, etc.

Várias pesquisas científicas foram feitas sobre a reencarnação, sendo a primeira delas feita por Eugène-Auguste Albert de Rochas, no período de 1903 a 1910, que listou os casos de dezoito pessoas que se lembravam de vidas passadas. Mais recente são os estudos do Dr. Sri Hemendra Nath Banerjee, da Universidade de Rajasthan, na Índia, que catalogou mais de três mil casos de reencarnação ao longo de vinte e cinco anos de estudos. Digno de nota também o trabalho do Dr. Ian Stevenson, professor da Universidade de Virgínia, nos EUA, que já listou mais de dois mil e quinhentos casos de pessoas que se lembram de vidas passadas, comprovando os fatos e as pessoas que elas alegam terem sido por meio de documentos.

No Brasil, o professor Hernani Guimarães Andrade listou e escreveu livros sobre o assunto, expondo vários casos em que comprova-se a reencarnação.

Além desses cientistas aqui citados, vários outros pesquisaram o assunto, mas vale salientar que todos foram lógicos e científicos nas análises, sempre cogitando todas as hipóteses possíveis diante do caso de uma pessoa que se lembra de fatos que não lhe ocorrem na presente vida, concluindo, na maioria deles, que só a reencarnação poderia explicar aquelas lembranças.

A crença na reencarnação, sobretudo, é lógica e, com efeito, deve ser encarada não como dogma religioso, mas como uma lei biológica, mais uma das muitas que regem a vida das criaturas na Terra.

Sem a reencarnação como se explicaria as tantas diferenças entre os seres humanos? Partindo do pressuposto de que existe um Deus soberanamente amoroso e justo, forçosamente toda e qualquer injustiça - no que tange à vida natural - deve ser meramente aparente e toda desigualdade entre as criaturas não deve jamais ser por conta de Deus. Senão, Deus não seria justo.

Em um mundo onde uns nascem na opulência, enquanto outros nascem na miséria; uns nascem sadios, enquanto outros vêm ao mundo com deficiências congênitas várias; como, diante disso, crer que o Deus de amor e justiça privilegia uns e condena outros a uma vida difícil e/ou sofrível? Pode se dizer que é para testar a fé dos indivíduos, mas por que uns precisam passar por esse teste enquanto outros não? Teste esse que muitas das vezes leva a pessoa a sucumbir...

Crendo e entendendo a lei biológica da reencarnação vemos, claramente, que as aflições - cujas causas de maneira alguma encontramos nesta vida -, só podem ter sua origem em outra vida, sem isso Deus seria injusto.

Nossos erros e sofrimentos causados a outrem em vidas passadas repercutem hoje como lição preciosa a nos ensinar a conduta reta, pautada na fraternidade. Sendo que não nos lembramos do que fizemos porque se assim não fosse, viveríamos atormentados pelos atos passados que cometemos, não raro, com quem hoje nos é próximo.

A reencarnação é, portanto, lei biológica da vida que nos enseja bendita oportunidade de refazimento, de reeducação, para que, só assim, se cumpram as palavras de Jesus: "Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou há de se perder."








terça-feira, 12 de julho de 2011

Review do livro "Nosso Lar"


Psicografado por Chico Xavier no ano de 1943, ainda quando o médium vivia em Pedro Leopoldo - MG, o espírito André Luiz vem, de maneira magistral, descortinar o mistério sobre a vida além da vida no corpo físico.

Desde os egípcios antigos com seus mistérios dos deuses Ísis e Osíris, seu Livro dos Mortos e ocultismos sacerdotais; até a China Milenar em praticando culto aos ancestrais; também as culturas Maia e Inca; e até mesmo os povos tupis no Brasil e seus contatos xamânicos; a questão da vida após a morte toma a humanidade de curiosidade.

O "Mundo dos Mortos", o Hades dos gregos e romanos antigos, assim como o seu Elíseo, pintados, pela tradição católica, como Inferno e Céu, sempre se fizeram foco de dúvidas, teorias e discussõe sobre este que é local para onde todo ser humano irá retornar.

Com a Codificação da Doutrina Espírita são os próprios espíritos que vêm contar à humanidade como é a vida no Mundo Espiritual, que não mais é o "mundo dos mortos", mundo fantasmagórico, mas sim o mundo original, onde a vida estua em plenitude, mundo da verdadeira vida que é a nossa vida em espírito.

Posteriormente, sob os auspícios do Alto, o espírito André Luiz, através da mediunidade abençoada do Apóstolo Chico Xavier, vem nos mostrar novas letras na conjugação do "abecedário" da vida no além.

André Luiz nos apresenta um Mundo Espiritual semelhante ao mundo físico, mas mais pleno, mais belo, mais aperfeiçoado, confirmando a informação contida em "O Livro dos Espíritos" de que o mundo físico é cópia imperfeita do Mundo Espiritual.

Na vida em espírito - embora existam os lugares de sofrimentos criados e habitados por seres de mente e coração em desalinho moral - trabalhamos, nos alimentamos, temos vida social correspondente, evoluímos, sempre, caminhando no caminho do amor ao próximo, preconizado por Jesus, ao encontro do Excelso Pai.

Além da obra "Nosso Lar", André Luiz tráz várias outras que formam verdadeira enciclopedia geográfica-fisiológica sobre a vida no Mundo Espiritual e do ser humano que nele habita.

Fácil entender que na época de Kardec a mente mediúnica, assim como o entendimento comum humano, não estavam suficientementes receptivos e maduros para receberem informações mais detalhadas acerca da vida espiritual além do que as que lhe foram dada trazer à lume. Assim como Jesus, a Seu tempo, não pode trazer as informações que coube ao Ínclito Codificador trazer.

Com André Luiz, que veio no tempo certo, deu-se largo passo no entendimento da vida no Mundo Espiritual - e consequentemente da vida na Terra -, mas sem ser a magnífica obra desse espírito, como ele mesmo afirma, a última letra do "abecedário" da vida na verdadeira vida.

Faria;

Areado, 12/07/2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fênomenos Paranormais


"Paranormal", segundo o dicionário, significa "fenômeno psiquíco que não é normal", ou seja, algo além do normal, acima do normal, que excede às leis da natureza, leis da física e da química basicamente.

Jesus, por exemplo, quando andou sobre as águas contrariou, foi além, da lei física (natural/normal) da gravidade. Ou seja, efetuou um fenômeno paranormal, dentre os vários que Ele fez.

Ao longo dos séculos muitas foram as personalidades, conhecidas ou não, que efetuaram tais fenômenos, tidos, quase sempre, como milagres. Curas, visões, predições, aparições angelicais, etc, permeiam a história da humanidade.

Ditado por um anjo, Maomé escreve o Corão; Buda, ao ver um vaso correndo na direção oposta ao fluxo de um rio, descobre, por inspiração do Alto, o "caminho do meio"; os Vedas indianos estão cheios de menções às interferências espirituais junto a humanidade; na bíblia, em I Samuel 28:7-25, o rei Saul vai até uma pitonisa (paranormal) de modo que ela "receba" o espírito de Samuel, então dialogando com ele; nos Atos dos Apóstolos, os discípulos de Jesus falam em várias línguas, por eles desconhecidas, de modo a levar os ensinos do Evangelho a estrangeiros que os ouviam em praça pública.

Tais fenômenos, estudados pela Parapsicologia (ou Metapsiquíca), tem sua origem nos potenciais da alma humana, na mente humana, visto que a mente é a expressão da alma(ou espírito). No entanto, a Parapsicologia peca por desconsiderar a interferência de mentes extracorpóreas na produção de muitos destes fenômenos.

Allan Kardec, pioneiramente, em O Livro dos Médiuns, faz aprofundado estudo da paranormalidade, que nada mais é do que a mediunidade. Kardec demonstra, após análises e estudos, como os desencarnados (espíritos) agem em coautoria, ou não, na produção dos fenômenos ditos paranormais.

Em A Gênese, o Codificador da Doutrina Espírita faz sério estudo sobre os milagres, concluindo que milagres não existem, isto é, a paranormalidade não existe, o que existe são leis naturais até então ocultas ao conhecimento humano. De paranormal, ou seja, de "fora do natural, além do normal" - pensamento que nos levaria, até mesmo, a crer em coisas mágicas - nada existe, o que existe sim é a nossa ignorância em desconhecer todas as leis naturais que regem a vida.

Muita pretensão humana crer que por muito conhecer de física e química, a natureza não nos esconderia fenômenos novos e minúcias outras destas mesmas leis, sendo que, por ignorância, chamamos tais fenômenos de paranormal, de sobrenatural...

Escreve Allan Kardec em seu livro A Gênese:

"Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagrosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma. Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo precedente, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é certo, contestar, no que concerne a este ponto, a veracidade da História; mas, hoje, eles se produzem às nossas vistas e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. O só fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso."

O Espiritismo vem, então, como ciência explicar fenômenos tidos como milagrosos, paranormais, ou sobrenaturais, fazendo-nos entender que nada de espantoso eles têm e muito menos de atemorizantes.

Adentrar, no entanto, na explicação detalhada de alguns desses fenômenos mediúnicos é assunto para outro artigo.

Entendamos, todavia, que o ser humano começa agora a conhecer os potenciais da alma humana, cabendo ao cientista do futuro vasculhar esse terreno vasto que é a psiquê humana, terreno este que sem dúvida ganhou mais nitidez após as luzes da Doutrina Espírita lhe descortinar as névoas do mistério que antes o envolvia por completo.

Obs: para os interessados no assunto, recomendamos a leitura dos livros "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns" e "A Gênese", todos de Allan Kardec, além de "Nos Domínios da Mediunidade" e "Mecanismos da Mediunidade", de Chico Xavier pelo espírito André Luiz.