terça-feira, 28 de junho de 2011

Porque eu acredito em espíritos




Desde criança sempre acreditei na existência de espíritos e na sua interferência em nosso mundo.

Ao conhecer a Doutrina Espírita e estudar os seus fundamentos é que obtive provas para mim inequívocas da continuidade da vida após o fenômeno natural da morte do corpo de carne.

Chico Xavier em sua vivência além de ter sido verdadeiro apóstolo do Cristo na Terra, deu inúmeras provas da imortalidade humana. As cartas familiares que ele psicografava comumente eram recebidas sem sequer o destinatário ter conversado com o médium, sendo que algumas vezes o destinatário das mesmas nem estava presente na reunião! Tudo isso podemos verificar em livros que relatam a vida do médium mineiro.

Os três casos em que cartas psicografas pelo Chico serviram como subsídio probatório em processos criminais constituem provas científicas da existência de espíritos, vez que tais cartas passaram por análises grafoscópicas - ou seja, uma análise criteriosamente científica -, tendo sido concluída que tais missivas tinham a letra e assinaturas dos "mortos" que a escreveram. Fato este que culminou na edição do livro "A Psicografia à Luz da Grafoscopia", do perito em grafoscopia Carlos Augusto Perandréa, que analisou diversas mensagens recebidas pelo Chico, concluindo pela veracidade das mesmas.

Ademais, o Espiritismo e o fenômeno mediúnico no século XIX passaram por várias experiências, a maioria feita por cientistas que queriam provar a inexistência das manifestações espirituais e que acabavam por se convencer do oposto.

Dentre as mais famosas, tem-se as pesquisas feitas na Inglaterra pelo físico-químico Willian Crookes (descobridor do elemento tálio, dos raios catódicos, etc), que conduziu experimentos por meio da médium Florence Cook, onde se obtinha a materialização de espíritos, dando prova cabal da continuidade da vida após a morte.

César Lombroso, considerado o "pai da Criminologia", também se interessou pelos fenômenos mediúnicos e na tentativa de provar sua inexistência, acabou convencido do fenômeno, tendo escrito, dentre outros, o livro "Hipnotismo e Mediunidade", fruto de longo trabalho em que o autor comprovara a existência e comunicabilidade dos espíritos.

Em Uberaba, o médico psiquiatra Inácio Ferreira conduzia curas prodigiosas a vários pacientes que sofriam de transtornos ditos psiquiátricos por meio da terapia espírita (muitas sem o uso de qualquer medicamento), provando que não só eles estavam, na verdade, sofrendo de obsessão espiritual, mas acima de tudo que espíritos existem!

Estas são, em suma, algumas das pesquisas e fatos que para mim provam de maneira clara a existência de espíritos. Porém, para aquele que não quer ver, por mais que a luz lhe acerque a visão, esta só conseguirá ofuscar-lhe ainda mais a vista.

Entretanto, mais importante do que acreditar nos espíritos que o Espiritismo prova existirem, é acreditar e VIVENCIAR o espírito do Espiritismo, pois que este é a essência do próprio Cristianismo de Jesus, que volta, revivido pelas luzes do Consolador Prometido, para vir de encontro as nossas necessidades morais, abrindo o caminho da melhora da humanidade, quando, sobretudo, coloca como sua flâmula os dizeres "Fora da Caridade Não Há Salvação", ou, em outras palavras, fora do amor ao próximo não existe futuro feliz para ninguém!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os Obreiros do Senhor

"Os obreiros do Senhor devem permanecer vigilantes na atual conjuntura das coisas para que a obra não seja retardada pelos atos que, deliberadamente, aceitamos como propostas da sombra. E a vaidade tão decantada em nossos espíritos tem colocado a perder trabalhos e oportunidades valorosas.

Oportunidades que tanto almejamos por longos séculos, e que, no entanto, continuamos malbaratando.

As preciosas oportunidades de erguimento espiritual tem sempre encontrado em nós os obstáculos às realizações promissoras.

Lidar com os dons de Deus requer de nossa parte muita vigilância e oração.

Teimamos em voltar aos caminhos da nossa condição primitiva, mesmo quando a misericórdia de Deus nos propõe atitudes renovadoras.

Estejamos atentos às armadilhas para não sucumbirmos nas teias tecidas para nos levar a prisões dolorosas e escravizantes.

Servir a Jesus nas dores alheias não exige de nós quaisquer artefatos ou cultos a vaidade orgulhosa e egoísta, que ainda não conseguimos extirpar do nosso eu.

Ide e pregai, vivendo o amor e servindo os "filhos do Calvário", não podeis levar cajado, duas túnicas ou qualquer bem material. Eles tornar-se-ão pesos difíceis e inúteis transporte em nossa senda evolutiva.

Cuidado para não nos comprometermos com o mal, que espera a sintonia perturbada dos nossos corações enfermos.

A angelitude se adquire com suor no trabalho e lágrimas de dor, e também de alegrias por cumprirmos com a pequena doação de fidelidade a Jesus.

As lágrimas de arrependimento trazem a acidez causticante ulcerando as nossas almas já tão doridas e enfermas de atos tresloucados do ontem.

Nada pode ser mais importante para nós do que servir e ser útil em nome de Deus e de Jesus, o Nosso Guia."



Alterosa - MG, 20/06/2011.




terça-feira, 14 de junho de 2011

Compromisso com o Espiritismo Consolador


"Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: "Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra", porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!" Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: "Graça! graça!" O Senhor, porém, lhes dirá: "Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra." O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XX, item 5.

"Queridos irmãos de ideal espírita, usando desse meio apto a divulgação célere e cabível, peço-lhes a vênia para tratar dos assuntos concernentes aos nossos compromissos para com a Santa Doutrina do Consolador Prometido.

Tanto nós, espíritos espíritas, quanto os espíritas reencarnados, fomos agraciados com a oportunidade de servir a Jesus junto a Seara Espírita que revive o Seu Evangelho de Redenção e Paz, fomos avalizados por entidades maiores que apostaram na nossa reencarnação ou então, no serviço que ocupamos no Mais Além.

Soldados rasos que somos, cabe a nós tão somente exercermos, sobretudo, o bem incondicionalmente, não questionando tanto o comportamento alheio, não se quebrando em raciocínios mil a cerca do por que ou do nâo por que de tal conduta por parte do próximo, mormente aquele companheiro espírita outro.

A nossa parte, como servos e amigos de Jesus, é a de construir, construir vivendo o Evangelho não só na boca, mas sim nas atitudes, no dia a dia, no lar, no trabalho, no grupo social a que pertencemos.

Respondamos às investidas das trevas e as tentativas de corrupção do Cristianismo Redivivo - que sem dúvida existem - com a nossa conduta diferente. Sejamos bravos e destemidos no modo de vida reta, digna e cristã, à semelhança daquele que fora o Baluarte da Vivência Espírita Cristã e que hoje continua seu trabalho, do mais alto, olhando por nós na condição de "cisco de Deus" que sempre foi.

Não consintamos com o mal, tampouco sejamos coniventes com aquilo que foge ao exemplificado por Jesus à luz da Doutrina Espírita, mas respondamos a estas com a nossa conduta, com o nosso ato de viver fiel ao Cristo e a Doutrina, que, com certeza, se desdobra na produção mediúnica de Chico Xavier.

Não creiamos que - no que pese as nossas imperfeições e condição de espíritos imperfeitos ainda em busca da redenção - nossa pequena parte seja tão insignificante a ponto de ser completamente dispensável, não! "Vós sóis o sal da Terra", exortou Jesus, não exigindo angelitude espontânea, mas querendo dizer que podemos sim, com boa vontade, sinceridade e observância dos compromissos, nos fazermos consideráveis instrumentos da obra cristã junto à Humanidade.

Esses três itens - reconhecendo que não somos ainda portadores de verdadeiras virtudes - são nossos maiores tesouros! Não deixemos o orgulho, a vaidade e os interesses materiais fazerem com que percamos mais essa oportunidade reencarnatória, lutemos, sim, contra nós mesmos, perseveremos, sim, na vivência cristã!

E que Jesus nos abençoe."

Tenshi;

Areado, 14/06/2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mensagens Familiares Psicografadas


Chico Xavier tornou famosas as cartas psicografadas onde espíritos que deixaram a Terra há relativo tempo, vinham dar notícias e consolar os familiares que aqui ficaram.

Mas, mais do que a simples curiosidade de uns, mais do que simplesmente receber a notícia, ou a prova, da imortalidade da alma, tais epístolas vinham como que um chamado de Jesus - por intermédio de um ente querido que se foi para o Mais Além - convidando os encarnados, destinatários ou não destas, à observância dos preceitos do Evangelho e a valorização dos tesouros espirituais.

Hoje persistem alguns médiuns na tarefa de consolar famílias (notadamente dois dos médiuns atuantes em Uberaba - MG), consolar mães e pais que perderam seus filhos, amparar filhos que perderam seus pais, aplacar a dor de esposas e esposos que ficaram na viuvez...

Do ponto de visto do fenômeno mediúnico da psicografia, vale dizer que nenhum médium atual se compara a Chico Xavier, visto ser a sua uma faculdade mediúnica missionária, de caráter excepcional, coisa que, analisando sua trajetória de vida, podemos depreender.

Voltando ao tema central desse artigo - que não é discutir sobre o fenômeno em si, mas sim sobre suas consequências - cremos piamente de que mais do que consolar, tais cartas são importantes por despertar nas pessoas a crença na imortalidade, ou seja, colaborar com a espiritualização das criaturas, além de, como fora dito acima, nos chamar a vivência do Evangelho de Jesus, único caminho para a felicidade humana, seja do ponto de vista individual ou coletivo.

Apenas receber a consolação, a prova de que o nosso ente amado continua vivo, é muito pouco em comparado com o luminoso despertar para Jesus, para o Seu suave chamado nos convidando a colaborar com a obra do Evangelho na Terra, obra esta que tem caráter fraterno e solidário, que nos convida a compartilharmos o que temos (tempo, amor, paciência, paz, esperança, pão, sopa, dinheiro, etc) com quem nada disso possui.

Ledo engano crer que quem recebe a ajuda, seja ela de qualquer espécie, é o mais beneficiado.

Não, quando nos dispomos a estender o amor, esse mesmo amor volta para nós dobrado, na forma de paz e alegria de viver. Esse é o ponto crucial dos ensinos de Jesus Cristo, que são um roteiro para a nossa felicidade, felicidade esta que não precinde da espiritualização das criaturas, vez que só a consciência da nossa imortalidade e o desenvolver dos valores do espírito serão capazes de nos dar uma perpétua e imorredoura ventura, muito diferente das passageiras alegrias da Terra, todas baseadas no ter e no desfrute.

Esse, a nosso ver, é o maior benefício das psicografias familiares.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Setenta vezes sete"

João e Pedro eram sócios numa muito lucrativa empresa de vendas de carros. Ambos também eram amigos de longa data e sempre se deram muito bem.

Porém, terminado mais um ano, após os cálculos do balanço anual, Pedro verificou um desfalque financeiro muito grande entre os números que estavam no papel e os valores que de fato dispunha.

Para a surpresa de Pedro, tudo apontava que João havia se apossado dos valores que haviam desaparecido.

De imediato, ódio e fúria tomaram conta do empresário.

- Como pode? Confiei nele a vida toda e a vida toda ele me rouba! Retira o que é meu e também dos meus filhos, ele que sequer tem filhos para criar! - gritava o lesado.

Obviamente, em pouco tempo a sociedade estava desfeita – não antes de Pedro ter terrível briga verbal com João, prometendo vingança – e cada um tomou seu rumo na vida.

As dificuldades financeiras que Pedro passou a encontrar só aumentavam em seu espírito o desejo de vingança contra João.

O ódio acumulado o torturava, dia e noite, no trabalho e no descanso, ele maquinava planos de vingança, pensando, inclusive, em meios de extirpar a vida do ex-sócio e amigo.

Pedro lamentava não poder fazer mais pelos seus filhos, que antes tinham uma vida confortável. Ele se injuriava ao extremo ao pensar que enquanto passava por grandes dificuldades financeiras, João gozava a vida com tudo o que o dinheiro pode comprar.

No entanto, o que Pedro não entendia é que tudo o que João tinha era passageiro, o que fazia com que, em essência, ele não tivesse nada além da consciência poluída pela falta que cometeu, enquanto ele, Pedro, estava preso àquele ódio e desejo de vingança, que não o deixavam raciocinar e receber a inspiração do Alto para trilhar novos caminhos que o tirassem da dificuldade financeira.

E assim, sem enxergar essas verdades, a vida do ex-empresário foi caindo cada vez mais no desfiladeiro do ódio.

No ápice do desejo de se vingar, Pedro adquiriu uma arma de fogo e à noite, à surdina, foi até o ex-amigo, acabando, infelizmente, por cometer o ato mais terrível de sua vida...

Pedro foi preso, mas a satisfação do seu ódio e desejo de vingança não o fez, a princípio, lamentar o fato.

Porém, logo, o agora criminoso, cairia em deprimente e triste arrependimento ao constatar que deixara a família sozinha, seus filhos pequenos e a amada esposa – que deveriam constituir seus bens mais valiosos -, ficaram sem a sua proteção, vez que ele, desde o incidioso ato de João, passou a viver não para si e para a família, mas para o ódio e o desejo de vingança, acabando por entregar sua vida a estes dois nocivos e primitivos sentimentos.

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Jesus ao nos recomendar o perdão está a nos recomendar um remédio salutar para a saúde mental e espiritual.

Quem não se liberta pelo perdão, permanece preso a fatos ruins e a pessoas equivocadas, deixando de viver o presente e consequentemente comprometendo o futuro, que é sempre oportunidade de renovação, de angariação de bênçãos e de venturas.

A vida na Terra é passageira e a Justiça de Deus não falha.

Por pior que seja o mal que nos tenham feito, ele é rápido piscar de olhos diante da nossa imortalidade e Deus – através da consciência das criaturas – jamais deixa de exercer Sua Justiça, não cabendo a nós, criaturas falhas, exercermos o papel de juiz e de executor de penas que julgamos cabíveis.

Quem perde com isso somos nós mesmos que cultivando o ódio, deixaremos de receber as bênçãos que Deus nos oferta diariamente, vez que o ódio nos torna impermeáveis à luz que se irradia sempre do Criador para Seus filhos.

Ademais, quem alimenta sentimentos negativos encontra companhias espirituais negativas que potencializam esses sentimentos impuros.

Tenshi;

Areado, 04/05/2011.