terça-feira, 27 de setembro de 2011

Refletindo sobre a Caridade



Pergunta – Você quer dizer que os Bons Espíritos se empenham em conduzir-nos, tanto quanto possível, para as obras de assistência social?

Resposta – Perfeitamente. Emmanuel, Dr. Bezerra de Menezes, Batuíra, André Luiz e outros instrutores da Espiritualidade nos dizem sempre que o Espiritismo sem trabalho de auxílio aos semelhantes, com base em nossa própria reforma íntima, deixa de ser o Cristianismo Redivivo que é, e deve ser, para ficar isolado em teorias e afirmações estanques.

Chico Xavier (Fonte: Divulgação Espírita Cristã, nº09, Ano 02, set/1967).


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Nunca é demais falar sobre a caridade.

Caridade é o amor ao próximo em ação e sabemos, segundo Jesus nos ensina, que amar a Deus e ao próximo (sendo que ambos são semelhantes) é o caminho para a "Vida Eterna".

Vida Eterna essa que significa a nossa felicidade, nossa integração com o Criador, nossa plenitude.

Muitos creem, erroneamente, que com a prática da caridade o Espiritismo quer comprar o Céu, como se fosse um escambo: um gesto de caridade em troca de um pedacinho do Céu.

No entanto, a recomendação da prática da caridade incessante está muito além disso.

A caridade é o instrumento de aperfeiçoamento íntimo de todos nós.

Se o amor a Deus e ao próximo são a senha para nossa plenitude - ou seja, para a paz interior e felicidade plena -, o exercício da caridade é o meio de aprendermos a amar o próximo, o meio de aprendermos (gradativamente) a sentir verdadeiro amor fraterno por um terceiro.

Ou alguém pensa que pelo simples fato de sabermos que Jesus ensina que devemos amar o próximo, passaremos, da noite para o dia, a amar verdadeiramente o próximo?

Se Deus nos desse a conquista da plenitude e da integração com Ele de "mão beijada" o Criador estaria premiando o menor esforço, o ócio, e, obviamente, ociosidade, seja onde for, é flagrante traço de inferioridade, o que não combina ,pela lógica, com a conquista do "Reino do Céu".

Então, a caridade - conforme Jesus ensinou em várias oportunidades e em especial na Parábola do Bom Samaritano - é a escola na qual aprendemos a verdadeiramente amar o próximo.

Eis o que o Espiritismo - que traduz a ideia do Senhor - entende pela caridade e pela sua importância em nossa vida.

Qualquer gesto de doação - seja um pão, alimentos diversos, uma roupa, palavras, um sorriso, uma consolação, etc - significa que estamos saindo da esfera do ego, do "pensar em si mesmo"; em suma, estamos alijando o egoísmo do nosso coração e, com efeito, desenvolvendo a capacidade de amar o próximo.

Tal capacidade - que aparece, primeiramente, a nível de sentimentos e depois em pensamentos - é, na verdade, a capacidade de sentir o Criador dentro de nós, em nós e conosco, fazendo da nossa vida um hino de louvor à Sua Obra de Amor Universal e também sendo o Reino de Vida Eterna, de Paz Eterna, em nossa vida.

I.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Prece por Equilíbrio na Vida Diária


Jesus, ninguém enfrentou mais imerecidas tribulações diárias do que o Senhor.

A princípio, renunciou a convivência com os Anjos, para conviver com o ser humano...

Carpinteiro simples, renunciou a paz para - por amor a nós - pregar o Evangelho de redenção, conforto e caridade.

Jesus, lídimo arauto da Divindade - humanização do Sopro de Deus que ainda não conseguimos por nós mesmos alcançar e sentir -, se não fosses Tu, Mestre, não conheceríamos nem sentiríamos o Coração Excelso do Pai. Grato somos por tamanha doação, tamanho amor.

E é por isso Jesus, reconhecendo nossa pequenês e incapacidade para assimilar e sentir as coisas santas, a espiritualidade nossa e que move a vida, que Lhe pedimos:
Nos ampare!

Qual há dois mil anos, ainda Te buscamos desnorteados, perdidos e confusos, sofrendo o efeito das mazelas morais que trazemos dentro de nós, fonte dos desequilíbrios, por isso Lhe pedimos, seja a nossa luz, seja o nosso norte, o farol a iluminar o oceano de brumas densas que ainda carregamos em nosso espírito individado.

Abençoe-nos Senhor, hoje e sempre, para que com o toque das Suas benditas mãos possamos sentir nossa imortalidade e a nossa condição de filhos de Deus.

Que sob o suave influxo do Seu amor, sob o Seu olhar compassivo e sob o comando da Sua suave voz possamos continuar perseverantes trilhando Seus passos, extendendo a solidariedade e o amor ao próximo, vivendo a caridade, que é o sinal de que o Senhor reside em nós.

Que assim seja!

Faria

(página mediúnica)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Significado

Há dois mil anos Ele passou em presença física por este mundo.

Há dois mil anos Ele é sinônimo de misericórdia, de amparo e de clamor por todos aqueles que sofrem, por todos que estão em aflição.

Há dois mil anos Ele é o nosso porto seguro, ponto de ligação com Deus, com a nossa essência Divina.

O significado da Sua presença junto à humanidade é muito mais extenso do que a nossa pobre mentalidade pode hoje conceber.

Ele é luz estelar do cosmos infinito, nós somos a poeira que a fraca brisa carrega.

No entanto, quando a poeira decide se transformar num delicado grão de areia apto a refletir a Sua luz, estaremos, com efeito, em comunhão com o Seu coração, a caminho do Deus de Amor, nosso Pai.

Jesus é o Alfa e o Ômega, o Logos, o Avatar, o Verbo Divino, o Ungido de Deus, a manifestação do caminho da nossa plenitude, porque a Sua manifestação se resume no amor.

Jesus deve significar para a humanidade o início de uma nova era, nova fase de consciência humana voltada à fonte do amor universal em vivenciando o amor ao próximo.

Ele é luz, o amor é sua energia, nós podemos ser minúsculos fótons a cooperarmos na obra de iluminação da humanidade.

Espalhemos a Boa Nova através do nosso viver. Espalhemos a essência do Sublime Missionário cuja história será sempre a maior epopeia da humanidade.

Espalhemos com coração e com fé a luz do amor, caminhando junto a esse fluxo divino que nos é tão benéfico, vez que nos dá aquilo que tanto precisamos - e que muitas vezes nem sabemos o que é -, que é sentir que nosso coração é morada do Senhor.

Faria

(página mediúnica)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Espiritismo, macumba e o diabo

Em pleno secúlo XXI não raro escuta-se alguns absurdos sobre o Espiritismo que só a ignorância e a mentira (visando interesses econômicos) é capaz de justificar.

Listaremos aqui alguns argumentos verdadeiros sobre algumas das inverdades que se diz:

- O Espiritismo não é a mesma coisa que macumba. Macumba é o nome de instrumento musical usado em rituais de origem africana, hoje, no entanto, vulgarmente costuma-se chamar de "macumba" toda religião afro-brasileira como a umbanda, o candomblé, etc, sendo esse apelido pejorativo, o que também demonstra ignorância, vez que tais religiões não pregam o mal. A Doutrina Espírita nada tem a ver com tais religiões; o Espiritismo surgiu na França, no século XIX, e se têm alguns pontos em comum - como a crença em Deus e nos espíritos -, dizer que são a mesma coisa é o mesmo que dizer que o Protestantismo é a mesma coisa que o Islamismo, só por terem pontos em comuns, como a crença na existência de Deus e da vida após a morte.

- O Espiritismo não é feitiçaria. Magia negra e feitiços sempre existiram em todas as épocas da humanidade, sempre usando de rituais, mandingas, trajes cerimoniais. Em Doutrina Espírita nada disso existe, dispensando-se totalmente qualquer rito exterior, trajes ou algo que o valha, ademais, feitiçaria pressupõe misticismo e superstição, no Espiritismo vigora a fé raciocinada, sempre baseando-se na lógica e na razão.

- O Espiritismo não possui fins lucrativos. Muito comum escutar pessoas se dizerem espíritas, mas cobrarem por certos "trabalhos espirituais". Em Doutrina Espírita vigora a máxima de Jesus do "dai de graça aquilo que de graça recebeis" e jamais a casa espírita efetuará cobranças e dízimos, não vivendo os trabalhadores de um centro espírita dos ganhos em nome da religião, jamais!

- O Espiritismo não é coisa do diabo. Assim como Jesus ao Seu tempo era taxado de "servo de Satanás", a Doutrina Espírita - cuja finalidade é reviver os ensinamentos do Cristo na sua pureza original - é vítima de tal calúnia. Muitos justificam essa inverdade dizendo que na bíblia (mais especificamente no Velho Testamento) há proibições da comunicação de "mortos" com vivos.
De fato existe essa proibição, que Moisés institui como lei civil do seu povo no seu tempo, vez que muitos estavam por utilizar a mediunidade - que sempre existiu - a serviço próprio, enganando e aviltando o próximo.
A mediunidade com Jesus - aquela gratuita, visando unicamente o bem do próximo sem nenhum outro interesse - é benéfica e desejável. O próprio Cristo exerceu sua mediunidade quando, por exemplo, no Monte Tabor entrou em contato com os espíritos de Elias e Moisés.

- O Espiritismo é cristão, sim. Muitos agem como se o próprio Jesus tivesse outorgado a eles o direito de decidirem qual doutrina religiosa é ou não cristã, como se o Cristo fosse de um orgulho exclusivista...
A Doutrina Espírita é o movimento que visa trazer de maneira clara e inteligível os ensinamentos de Jesus na sua pureza original, qual era entendido ao Seu tempo.

Esses são alguns dos absurdos que se fala a respeito do Espiritismo.

Muitos dizem por pura ignorância, inocência mesmo, por não conhecerem o que é a Doutrina Espírita e simplesmente repetirem o que lhe foi ensinado sem usar a cabeça e questionar, sem procurar saber o que realmente é.

Outros veiculam essas mentiras com o intuito de difamar, insistem em dizer que o Espiritismo é coisa do diabo, sendo que eles mesmos usam argumentos mentirosos (coisa típica do "pai da mentira") a fim de denegrir a imagem da Doutrina com o único entuito de evitar a evasão de fiéis dos seus templos, o que acarretaria perda de lucros.

Para você que está lendo esse artigo e que nunca teve contato com o Espiritismo: Se um espírita o convida para ir até a casa espírita saiba que o interesse dele é simplesmente divulgar a Doutrina, vez que em Espiritismo - como foi dito acima - não há dízimo e nem salários, não se vivendo a custa da Doutrina. Não há um interesse monetário por trás.

Questionamos também: Você teria coragem de passar por uma consulta médica com um advogado e ingerir os remédios que ele receitou?
Pois bem, para levar em consideração o que alguém fala sobre o Espiritismo devemos primeiro verificar se quem diz REALMENTE estudou a Doutrina Espírita, coisa que não é feita senão ao longo de anos. E em segundo lugar, ver se quem fala não tem nenhum interesse financeiro em ver o Espiritismo vazio e sua igreja lotada.

Toda análise séria não prescinde de bom senso, lógica e racionalidade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os "encostos" à luz da Doutrina Espírita


É muito comum se falar em "encostos". Algumas igrejas até possuem um dia específico para a "retirada de encostos".

É sobre esse assunto místico que hoje nos propomos falar, na tentativa de retirar o caráter misterioso e mágico sobre o tema.

Desde épocas remotas se fala em possessão demoníaca (os demônios, diziam, têm o poder de entrar no corpo do indivíduo e possuí-lo, governando-o).

Allan Kardec, ao pesquisar os fenômenos espíritas, questionou os Espíritos Superiores sobre o tema, obtendo explicações com as quais ele desenvolveu a ideia da Obsessão.

Obsessão é o império, o comando de um espírito sobre um indivíduo.

A obsessão existe, basicamente, segundo Kardec em "O Livro dos Médiuns", em três espécies:

Obsessão simples: o espírito obsessor se acopla psiquicamente na pessoa e lhe transmite seus pensamentos, seus sentimentos, seus desejos, etc. É a mais comum.

Fascinação: o espírito obsessor como que hipnotiza o obsediado, os pensamentos negativos do espírito obsessor exercem um domínio tão potente que é capaz de fazer a pessoa perder a noção do que é certo e do que é errado, perder a noção de quem ela é, de quais suas prioridades.

Subjugação: é a possessão, o espírito obsessor domina completamente a mente do obsediado, que tem movimentos involuntários, o espírito o comanda, como uma marionete.

Em todos os casos, importante ressaltar, o espírito obsessor JAMAIS entra no corpo da pessoa obsediada. O comando é feito de espírito para espírito, ou seja, é o espírito obsessor que se liga energeticamente ao espírito do encarnado e assim exerce seu domínio.

A grande questão é entendermos como essa ligação energética surge, de modo que possamos evitá-la.

Em tal ligação, é como se nós criássemos uma tomada e o obsessor o plug, se ligando ao nosso psiquismo. Essa "tomada" é por nós criada por meio de pensamentos e sentimentos ruins, de pessimismo, de ódio, de rancor, de medo, e similares.

Levando-se em conta o nosso atual estado de espíritos imperfeitos, espíritos com um passado tortuoso (em outras reencarnações), onde fizemos muitos inimigos por conta dos nossos atos egoístas, fica claro o quanto estamos vulneráveis a recebermos influências de espíritos menos dignos.

Jesus já advertia: "Vigiai e orai", exortando-nos a vigiar os pensamentos, pois que são os pensamentos ruins que atraem a companhia espiritual correspondente. E a oração, dentre outros benefícios, higieniza nossos pensamentos, nos coloca em ligação com o Mais Alto.

Nossos pensamentos nada mais são que manifestações do que sentimos, dos nossos sentimentos, uma pessoa de sentimentos nobres, terá pensamentos nobres, e o inverso também é verdadeiro.

Daí a caridade - como meio de mudança íntima, de melhorar a nós mesmos do ponto de vista moral -, ser o mais eficaz remédio e também vacina contra a obsessão.

A verdade é que podemos considerar como obsessão o império constante de um espírito ruim sobre uma pessoa, o que é algo não tão comum. No entanto, na Terra, ninguém está isento de receber, vez ou outra, as influências negativas de mentes desercarnadas que, por nossa invigilância - e também pelo nosso natural atraso moral, característica comum do ser humano terrestre -, encontram a brecha necessária para a perturbação, que eles operam por vingança (por conta de fatos ocorridos em vidas passadas), por inveja, por quererem se prender aos vícios materiais, por ignorância, etc.

Pensamento é energia que se propaga. Somos influenciados por pensamentos dos desencarnados e também dos encarnados, numa constância que o vulgo nem imagina. Se oferecemos campo correlato - ou seja, se pensamos mais ou menos naquele nível e com aquelas espécies de pensamentos -, tal energia que a nós se achega, nos impregnará, causando alguns transtornos emocionais e até físicos. Isso, a nosso ver, seria o famoso "olho gordo".

Em suma, devemos temer mais o que nós sentimos e consequentemente pensamos, vez que um coração nobre proporciona pensamentos sadios, fazendo com que a criatura fique imune as todas essas influências espirituais negativas e, ao contrário, se ligue aos bons espíritos e a Deus.

Importante salientar, por fim, que em todos os casos qualquer espécie de amuleto, simpatia ou algum outro ato exterior parecido de nada valem, apenas a oração e a mudança de atitude mental por meio da reforma íntima - que se opera de maneira mais eficaz através da prática do bem e da caridade -, são capazes de verdadeiramente nos livrar dessas influências negativas.













terça-feira, 9 de agosto de 2011

Espiritismo, religião da fé raciocinada


Toda religião, cristã ou não, leva a Deus. Isso é uma certeza.

Porém, tendo em vista que cada ser humano encontra-se numa faixa de evolução distinta, ou seja, cada indivíduo possui uma idade espiritual, cada religião existe justamente para atender aos anseios de certo número de pessoas, em correlação com o que estas podem assimilar em espiritualidade.

A evolução das religiões faz-se inevitável.

No passado distante, no paleolítico e no mesolítico (há cerca de 15 mil e 10 mil anos antes de Cristo, respectivamente), as manifestações religiosas já existiam, tendo como base os fenômenos da natureza.

No início da história, após a invenção da escrita (há mais ou menos 6 mil anos), deuses mais elaborados surgiram no Egito e na Mesopotâmia.

Na Índia e na Grécia (sobretudo junto a cultura minóica da ilha de Creta) antigas, toda uma mitologia foi se desenvolvendo, com seus deuses poderosos, mas cheios de defeitos humanos.

Os cultos que - na pré-história eram cheios de sacrifício humano - reduziram-se a sacrifícios animais.

Junto ao povo judeu - após a malsucedida tentativa no Egito de Akhenaton - surgiu o culto ao Deus único, não se dispensando, no entanto, práticas bem arcaicas como, por exemplo, o sacrifício animal.

Com Jesus nos foi apresentado o Deus de Amor, com o Espiritismo - que é o Consolador Prometido pelo Cristo -, passamos a entender o porque de Deus ser amor, e também veio até nós as explicações sobre outras leis naturais que regem a vida.

Isto posto, sumariamente, percebemos o quanto a religião evoluiu e irá sempre evoluir, assim como todos os ramos da humanidade.

No entanto, a Doutrina Espírita, baseada na fé raciocinada, isto é, em fatos patentes, frutos de observações, análises, experimentos e conclusões - em claro método dedutivo e indutivo de pesquisa -, está alicerçada na dinâmica da evolução do pensamento humano sob reflexos do pensamento Divino, advindo do próprio Cristo.

Luz resplandecente, o Espiritismo é o pálido reflexo do Criador na Terra - em amor e sabedoria - na medida que a humanidade pode compreender e sentir.

Quanto mais luz se conquista, mais luz se capacita a receber, daí o dinamismo da Doutrina do Consolador.

As demais religiões, presas ao convencionalismo terreno, aos jogos do poder e aos interesses econômicos, por conta de tudo isso, ficam presas a um caminhar evolutivo mais lento, vez que este caminhar significa libertar-se desses interesses inferiores - que nós muitas vezes fomentamos -, coisa que alguns dos seus líderes e adeptos não desejam.

Por isso o Espiritismo deve permanecer livre no que tange às amarras advindas das convenções terrenas, mas sempre atrelado ao Evangelho.

Entretanto, as religiões tradicionais evoluirão, a passos mais lentos, é verdade, mas que com o caminhar do progresso humano gradativamente se acelerarão.

Enquanto o Espiritismo for o que é, ou seja, o Evangelho de Jesus Redivivo, ele será eterno, caminhando em expansão de luz e de acordo com a luz que pudermos assimilar.

Nosso compromisso, então, é permanecermos fiéis ao Evangelho de amor ao próximo, única garantia da perpetuação da Doutrina do Consolador que, como prometeu Jesus, veio para ficar conosco para sempre.

Matias;

Areado - MG, 08/08/2011






terça-feira, 2 de agosto de 2011

Saúde do Corpo e do Espírito

Em comparado ao antigo entendimento médico, hoje bem mais se compreende a relação entre a saúde do corpo e a saúde do espírito, cuja manifestação se efetua pela mente e suas realizações.

A questão das doenças psicossomáticas hoje é pacificamente aceita pela medicina que - após o comum materialismo que imperava, no Ocidente, em meados do século XIX -, passou por substancial evolução no século XX, até que nas últimas décadas deste, começou a se interessar pela saúde mental/espiritual da criatura que, atualmente, inclusive, compõe o critério utilizado pela Organização Mundial da Saúde para designar a saúde no ser humano.

O Espiritismo - que em muitos pontos se adianta às descobertas da ciência convencional - já tratava dessa ligação entre saúde espiritual e corporal, quando no "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, os Espíritos Superiores ensinavam que o "corpo (e as características pessoais de indivíduo para indivíduo) era o reflexo do espírito"; e em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", disserta-se sobre os cuidados com o corpo e com a alma.

Entretanto, a humanidade ainda começa a caminhada para entender a ligação-reflexa existente entre espírito(mente) e corpo.

Sendo o espírito, com seu corpo espiritual (ou perispírito) o modelo primordial para a incidência ou não deste ou daquele gene e para a correspondente aglutinação celular, tem-se que os males ditos congênitos nada mais são do que reflexo da bagagem espiritual do indivíduo, que torna um gene recessivo ou não, conforme as necessidades da criatura.

Ao longo da vida, a saúde espiritual - ou seja, o equilíbrio, a serenidade, a esperança, a fé, a alegria de viver; todas frutos da paz interior - é fator importante para o fortalecimento de leocócitos (glóbulos brancos) e plaquetas, cuja produção e sadia divisão estão, também, subordinadas aos comandos mentais (manifestação do espírito), que podem produzir, por sua vez, energias salutares ou dissociativas que influenciam na produção destas e também no funcionamento geral das demais células, que são estruturas sensíveis a estas energias magnéticas.

Os citados sentimentos (que não deixam de ser, ao mesmo tempo, pensamentos) são responsáveis em manter o equilíbrio do organismo, evitando, com efeito, disfunções gástricas, nervosas, circulatórias, epiteliais e cardíacas que podem também ser desencadeadas ou agravadas por uma mente em desalinho, que dá vazão ao ódio, a raiva, a maledicência, a excessivas preocupações, a inveja e ao ciúme.

Diante do exposto, facilmente chega-se à conclusão de que o Evangelho de Jesus é a receita certa para a saúde espiritual de todos nós.

Com Jesus, isto é, vivendo Jesus em nossos atos, pensamentos e atitudes, encontramos a paz interior, base das virtudes responsáveis pela saúde da alma, saúde esta que, como seres imortais, é a verdadeira e, consequentemente, deve ser a mais desejada.

Tenshi;

Areado, 01/08/2011


quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Autoperdão




O autoperdão é também forma de se conseguir a paz interior, imprescindível para uma vida feliz.

Quando Jesus recomenda que reconciliemos com os nossos inimigos (Mateus 5: 25 e 26), Ele também está a nos exortar à reconciliação com os inimigos que trazemos dentro de nós.

Tais inimigos são representados por atos, atitudes e decisões insensatas que, infelizmente e ainda, fazem parte do nosso cotidiano, vez que elas existem como estopim da lição reeducativa de que precisamos para adquirirmos virtudes.

Jesus também disse que ainda é necessário que haja escândalos (Mateus 18: 6), querendo dizer que por conta da nossa natureza ainda atrasada, nós só aprendemos após sentirmos as consequências dos nossos erros, seja na forma de remorso, culpa, etc.

Eis a utilidade maior dos erros que cometemos: servir de parâmetro de comparação do que é certo ou não fazer.

Agora remoer as faltas em atitude de autoflagelação não é outra coisa senão atitude doentia que nos tira a paz e nos deixa entregues - quase sempre - à apatia, fazendo com que percamos valorosas oportunidades de sermos úteis à causa do bem e, consequentemente, aniquilarmos essas chagas morais do nosso ser.

Se Deus quisesse que ficássemos remoendo de forma atormentante os erros do passado Ele não teria criado a reencarnação que nos enseja sempre um recomeço sob o véu do esquecimento.

Olhemos o passado ruim e sombrio do mesmo ponto de vista do adulto que olha as pueris travessuras da infância como uma fase superada, mas não deixando, por outro lado, de extrairmos delas valorosas lições que nos possibilitarão atingirmos a sublimação espiritual.

Tenshi

Areado, 26/07/2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reencarnação existe?


No Evangelho de Mateus, no capítulo XVI, versículos 13 a 17, Jesus interpela os discípulos sobre quem o povo pensava que Ele era. Eles respondem que uns diziam que Ele era Elias, outros que Ele era João Batista, outros ainda que Ele era Jeremias ou algum outro profeta do velho testamento...

Em outra significativa passagem, contida também no Evangelho de Mateus, capítulo XVII, versículos 10 a 13, os discípulos interrogam a Jesus, questionando por que os escribas diziam que Elias deveria vir primeiro do que o Messias prometido, no que Ele responde que Elias já havia vindo, concluindo a narração com a afirmação de que Jesus se referia a João Batista.

Diante desse trecho é fácil concluir algumas coisas: primeiro, que os apóstolos criam - ou ao menos cogitavam - a existência da reencarnação, vez que falam com naturalidade das especulações sobre quem Jesus teria sido; segundo, que Jesus confirma que João Batista era Elias e, com isso, Ele está a confirmar a existência da reencarnação; e, por fim, que se a reencarnação não existisse, se fosse uma crença errada, o Cristo a teria corrigido/combatido nesse momento em que os apóstolos se mostram crentes quanto a existência das vidas sucessivas.

A crença na reencarnação é tão antiga quanto a crença na imortalidade da alma, estando presente no budismo, no hinduísmo, em alguns ramos do judaísmo e também em algumas religiões antigas da Grécia, Pérsia, Egito, etc.

Várias pesquisas científicas foram feitas sobre a reencarnação, sendo a primeira delas feita por Eugène-Auguste Albert de Rochas, no período de 1903 a 1910, que listou os casos de dezoito pessoas que se lembravam de vidas passadas. Mais recente são os estudos do Dr. Sri Hemendra Nath Banerjee, da Universidade de Rajasthan, na Índia, que catalogou mais de três mil casos de reencarnação ao longo de vinte e cinco anos de estudos. Digno de nota também o trabalho do Dr. Ian Stevenson, professor da Universidade de Virgínia, nos EUA, que já listou mais de dois mil e quinhentos casos de pessoas que se lembram de vidas passadas, comprovando os fatos e as pessoas que elas alegam terem sido por meio de documentos.

No Brasil, o professor Hernani Guimarães Andrade listou e escreveu livros sobre o assunto, expondo vários casos em que comprova-se a reencarnação.

Além desses cientistas aqui citados, vários outros pesquisaram o assunto, mas vale salientar que todos foram lógicos e científicos nas análises, sempre cogitando todas as hipóteses possíveis diante do caso de uma pessoa que se lembra de fatos que não lhe ocorrem na presente vida, concluindo, na maioria deles, que só a reencarnação poderia explicar aquelas lembranças.

A crença na reencarnação, sobretudo, é lógica e, com efeito, deve ser encarada não como dogma religioso, mas como uma lei biológica, mais uma das muitas que regem a vida das criaturas na Terra.

Sem a reencarnação como se explicaria as tantas diferenças entre os seres humanos? Partindo do pressuposto de que existe um Deus soberanamente amoroso e justo, forçosamente toda e qualquer injustiça - no que tange à vida natural - deve ser meramente aparente e toda desigualdade entre as criaturas não deve jamais ser por conta de Deus. Senão, Deus não seria justo.

Em um mundo onde uns nascem na opulência, enquanto outros nascem na miséria; uns nascem sadios, enquanto outros vêm ao mundo com deficiências congênitas várias; como, diante disso, crer que o Deus de amor e justiça privilegia uns e condena outros a uma vida difícil e/ou sofrível? Pode se dizer que é para testar a fé dos indivíduos, mas por que uns precisam passar por esse teste enquanto outros não? Teste esse que muitas das vezes leva a pessoa a sucumbir...

Crendo e entendendo a lei biológica da reencarnação vemos, claramente, que as aflições - cujas causas de maneira alguma encontramos nesta vida -, só podem ter sua origem em outra vida, sem isso Deus seria injusto.

Nossos erros e sofrimentos causados a outrem em vidas passadas repercutem hoje como lição preciosa a nos ensinar a conduta reta, pautada na fraternidade. Sendo que não nos lembramos do que fizemos porque se assim não fosse, viveríamos atormentados pelos atos passados que cometemos, não raro, com quem hoje nos é próximo.

A reencarnação é, portanto, lei biológica da vida que nos enseja bendita oportunidade de refazimento, de reeducação, para que, só assim, se cumpram as palavras de Jesus: "Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou há de se perder."








terça-feira, 12 de julho de 2011

Review do livro "Nosso Lar"


Psicografado por Chico Xavier no ano de 1943, ainda quando o médium vivia em Pedro Leopoldo - MG, o espírito André Luiz vem, de maneira magistral, descortinar o mistério sobre a vida além da vida no corpo físico.

Desde os egípcios antigos com seus mistérios dos deuses Ísis e Osíris, seu Livro dos Mortos e ocultismos sacerdotais; até a China Milenar em praticando culto aos ancestrais; também as culturas Maia e Inca; e até mesmo os povos tupis no Brasil e seus contatos xamânicos; a questão da vida após a morte toma a humanidade de curiosidade.

O "Mundo dos Mortos", o Hades dos gregos e romanos antigos, assim como o seu Elíseo, pintados, pela tradição católica, como Inferno e Céu, sempre se fizeram foco de dúvidas, teorias e discussõe sobre este que é local para onde todo ser humano irá retornar.

Com a Codificação da Doutrina Espírita são os próprios espíritos que vêm contar à humanidade como é a vida no Mundo Espiritual, que não mais é o "mundo dos mortos", mundo fantasmagórico, mas sim o mundo original, onde a vida estua em plenitude, mundo da verdadeira vida que é a nossa vida em espírito.

Posteriormente, sob os auspícios do Alto, o espírito André Luiz, através da mediunidade abençoada do Apóstolo Chico Xavier, vem nos mostrar novas letras na conjugação do "abecedário" da vida no além.

André Luiz nos apresenta um Mundo Espiritual semelhante ao mundo físico, mas mais pleno, mais belo, mais aperfeiçoado, confirmando a informação contida em "O Livro dos Espíritos" de que o mundo físico é cópia imperfeita do Mundo Espiritual.

Na vida em espírito - embora existam os lugares de sofrimentos criados e habitados por seres de mente e coração em desalinho moral - trabalhamos, nos alimentamos, temos vida social correspondente, evoluímos, sempre, caminhando no caminho do amor ao próximo, preconizado por Jesus, ao encontro do Excelso Pai.

Além da obra "Nosso Lar", André Luiz tráz várias outras que formam verdadeira enciclopedia geográfica-fisiológica sobre a vida no Mundo Espiritual e do ser humano que nele habita.

Fácil entender que na época de Kardec a mente mediúnica, assim como o entendimento comum humano, não estavam suficientementes receptivos e maduros para receberem informações mais detalhadas acerca da vida espiritual além do que as que lhe foram dada trazer à lume. Assim como Jesus, a Seu tempo, não pode trazer as informações que coube ao Ínclito Codificador trazer.

Com André Luiz, que veio no tempo certo, deu-se largo passo no entendimento da vida no Mundo Espiritual - e consequentemente da vida na Terra -, mas sem ser a magnífica obra desse espírito, como ele mesmo afirma, a última letra do "abecedário" da vida na verdadeira vida.

Faria;

Areado, 12/07/2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fênomenos Paranormais


"Paranormal", segundo o dicionário, significa "fenômeno psiquíco que não é normal", ou seja, algo além do normal, acima do normal, que excede às leis da natureza, leis da física e da química basicamente.

Jesus, por exemplo, quando andou sobre as águas contrariou, foi além, da lei física (natural/normal) da gravidade. Ou seja, efetuou um fenômeno paranormal, dentre os vários que Ele fez.

Ao longo dos séculos muitas foram as personalidades, conhecidas ou não, que efetuaram tais fenômenos, tidos, quase sempre, como milagres. Curas, visões, predições, aparições angelicais, etc, permeiam a história da humanidade.

Ditado por um anjo, Maomé escreve o Corão; Buda, ao ver um vaso correndo na direção oposta ao fluxo de um rio, descobre, por inspiração do Alto, o "caminho do meio"; os Vedas indianos estão cheios de menções às interferências espirituais junto a humanidade; na bíblia, em I Samuel 28:7-25, o rei Saul vai até uma pitonisa (paranormal) de modo que ela "receba" o espírito de Samuel, então dialogando com ele; nos Atos dos Apóstolos, os discípulos de Jesus falam em várias línguas, por eles desconhecidas, de modo a levar os ensinos do Evangelho a estrangeiros que os ouviam em praça pública.

Tais fenômenos, estudados pela Parapsicologia (ou Metapsiquíca), tem sua origem nos potenciais da alma humana, na mente humana, visto que a mente é a expressão da alma(ou espírito). No entanto, a Parapsicologia peca por desconsiderar a interferência de mentes extracorpóreas na produção de muitos destes fenômenos.

Allan Kardec, pioneiramente, em O Livro dos Médiuns, faz aprofundado estudo da paranormalidade, que nada mais é do que a mediunidade. Kardec demonstra, após análises e estudos, como os desencarnados (espíritos) agem em coautoria, ou não, na produção dos fenômenos ditos paranormais.

Em A Gênese, o Codificador da Doutrina Espírita faz sério estudo sobre os milagres, concluindo que milagres não existem, isto é, a paranormalidade não existe, o que existe são leis naturais até então ocultas ao conhecimento humano. De paranormal, ou seja, de "fora do natural, além do normal" - pensamento que nos levaria, até mesmo, a crer em coisas mágicas - nada existe, o que existe sim é a nossa ignorância em desconhecer todas as leis naturais que regem a vida.

Muita pretensão humana crer que por muito conhecer de física e química, a natureza não nos esconderia fenômenos novos e minúcias outras destas mesmas leis, sendo que, por ignorância, chamamos tais fenômenos de paranormal, de sobrenatural...

Escreve Allan Kardec em seu livro A Gênese:

"Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagrosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma. Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo precedente, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é certo, contestar, no que concerne a este ponto, a veracidade da História; mas, hoje, eles se produzem às nossas vistas e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. O só fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso."

O Espiritismo vem, então, como ciência explicar fenômenos tidos como milagrosos, paranormais, ou sobrenaturais, fazendo-nos entender que nada de espantoso eles têm e muito menos de atemorizantes.

Adentrar, no entanto, na explicação detalhada de alguns desses fenômenos mediúnicos é assunto para outro artigo.

Entendamos, todavia, que o ser humano começa agora a conhecer os potenciais da alma humana, cabendo ao cientista do futuro vasculhar esse terreno vasto que é a psiquê humana, terreno este que sem dúvida ganhou mais nitidez após as luzes da Doutrina Espírita lhe descortinar as névoas do mistério que antes o envolvia por completo.

Obs: para os interessados no assunto, recomendamos a leitura dos livros "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns" e "A Gênese", todos de Allan Kardec, além de "Nos Domínios da Mediunidade" e "Mecanismos da Mediunidade", de Chico Xavier pelo espírito André Luiz.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Porque eu acredito em espíritos




Desde criança sempre acreditei na existência de espíritos e na sua interferência em nosso mundo.

Ao conhecer a Doutrina Espírita e estudar os seus fundamentos é que obtive provas para mim inequívocas da continuidade da vida após o fenômeno natural da morte do corpo de carne.

Chico Xavier em sua vivência além de ter sido verdadeiro apóstolo do Cristo na Terra, deu inúmeras provas da imortalidade humana. As cartas familiares que ele psicografava comumente eram recebidas sem sequer o destinatário ter conversado com o médium, sendo que algumas vezes o destinatário das mesmas nem estava presente na reunião! Tudo isso podemos verificar em livros que relatam a vida do médium mineiro.

Os três casos em que cartas psicografas pelo Chico serviram como subsídio probatório em processos criminais constituem provas científicas da existência de espíritos, vez que tais cartas passaram por análises grafoscópicas - ou seja, uma análise criteriosamente científica -, tendo sido concluída que tais missivas tinham a letra e assinaturas dos "mortos" que a escreveram. Fato este que culminou na edição do livro "A Psicografia à Luz da Grafoscopia", do perito em grafoscopia Carlos Augusto Perandréa, que analisou diversas mensagens recebidas pelo Chico, concluindo pela veracidade das mesmas.

Ademais, o Espiritismo e o fenômeno mediúnico no século XIX passaram por várias experiências, a maioria feita por cientistas que queriam provar a inexistência das manifestações espirituais e que acabavam por se convencer do oposto.

Dentre as mais famosas, tem-se as pesquisas feitas na Inglaterra pelo físico-químico Willian Crookes (descobridor do elemento tálio, dos raios catódicos, etc), que conduziu experimentos por meio da médium Florence Cook, onde se obtinha a materialização de espíritos, dando prova cabal da continuidade da vida após a morte.

César Lombroso, considerado o "pai da Criminologia", também se interessou pelos fenômenos mediúnicos e na tentativa de provar sua inexistência, acabou convencido do fenômeno, tendo escrito, dentre outros, o livro "Hipnotismo e Mediunidade", fruto de longo trabalho em que o autor comprovara a existência e comunicabilidade dos espíritos.

Em Uberaba, o médico psiquiatra Inácio Ferreira conduzia curas prodigiosas a vários pacientes que sofriam de transtornos ditos psiquiátricos por meio da terapia espírita (muitas sem o uso de qualquer medicamento), provando que não só eles estavam, na verdade, sofrendo de obsessão espiritual, mas acima de tudo que espíritos existem!

Estas são, em suma, algumas das pesquisas e fatos que para mim provam de maneira clara a existência de espíritos. Porém, para aquele que não quer ver, por mais que a luz lhe acerque a visão, esta só conseguirá ofuscar-lhe ainda mais a vista.

Entretanto, mais importante do que acreditar nos espíritos que o Espiritismo prova existirem, é acreditar e VIVENCIAR o espírito do Espiritismo, pois que este é a essência do próprio Cristianismo de Jesus, que volta, revivido pelas luzes do Consolador Prometido, para vir de encontro as nossas necessidades morais, abrindo o caminho da melhora da humanidade, quando, sobretudo, coloca como sua flâmula os dizeres "Fora da Caridade Não Há Salvação", ou, em outras palavras, fora do amor ao próximo não existe futuro feliz para ninguém!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os Obreiros do Senhor

"Os obreiros do Senhor devem permanecer vigilantes na atual conjuntura das coisas para que a obra não seja retardada pelos atos que, deliberadamente, aceitamos como propostas da sombra. E a vaidade tão decantada em nossos espíritos tem colocado a perder trabalhos e oportunidades valorosas.

Oportunidades que tanto almejamos por longos séculos, e que, no entanto, continuamos malbaratando.

As preciosas oportunidades de erguimento espiritual tem sempre encontrado em nós os obstáculos às realizações promissoras.

Lidar com os dons de Deus requer de nossa parte muita vigilância e oração.

Teimamos em voltar aos caminhos da nossa condição primitiva, mesmo quando a misericórdia de Deus nos propõe atitudes renovadoras.

Estejamos atentos às armadilhas para não sucumbirmos nas teias tecidas para nos levar a prisões dolorosas e escravizantes.

Servir a Jesus nas dores alheias não exige de nós quaisquer artefatos ou cultos a vaidade orgulhosa e egoísta, que ainda não conseguimos extirpar do nosso eu.

Ide e pregai, vivendo o amor e servindo os "filhos do Calvário", não podeis levar cajado, duas túnicas ou qualquer bem material. Eles tornar-se-ão pesos difíceis e inúteis transporte em nossa senda evolutiva.

Cuidado para não nos comprometermos com o mal, que espera a sintonia perturbada dos nossos corações enfermos.

A angelitude se adquire com suor no trabalho e lágrimas de dor, e também de alegrias por cumprirmos com a pequena doação de fidelidade a Jesus.

As lágrimas de arrependimento trazem a acidez causticante ulcerando as nossas almas já tão doridas e enfermas de atos tresloucados do ontem.

Nada pode ser mais importante para nós do que servir e ser útil em nome de Deus e de Jesus, o Nosso Guia."



Alterosa - MG, 20/06/2011.




terça-feira, 14 de junho de 2011

Compromisso com o Espiritismo Consolador


"Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: "Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra", porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!" Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: "Graça! graça!" O Senhor, porém, lhes dirá: "Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra." O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XX, item 5.

"Queridos irmãos de ideal espírita, usando desse meio apto a divulgação célere e cabível, peço-lhes a vênia para tratar dos assuntos concernentes aos nossos compromissos para com a Santa Doutrina do Consolador Prometido.

Tanto nós, espíritos espíritas, quanto os espíritas reencarnados, fomos agraciados com a oportunidade de servir a Jesus junto a Seara Espírita que revive o Seu Evangelho de Redenção e Paz, fomos avalizados por entidades maiores que apostaram na nossa reencarnação ou então, no serviço que ocupamos no Mais Além.

Soldados rasos que somos, cabe a nós tão somente exercermos, sobretudo, o bem incondicionalmente, não questionando tanto o comportamento alheio, não se quebrando em raciocínios mil a cerca do por que ou do nâo por que de tal conduta por parte do próximo, mormente aquele companheiro espírita outro.

A nossa parte, como servos e amigos de Jesus, é a de construir, construir vivendo o Evangelho não só na boca, mas sim nas atitudes, no dia a dia, no lar, no trabalho, no grupo social a que pertencemos.

Respondamos às investidas das trevas e as tentativas de corrupção do Cristianismo Redivivo - que sem dúvida existem - com a nossa conduta diferente. Sejamos bravos e destemidos no modo de vida reta, digna e cristã, à semelhança daquele que fora o Baluarte da Vivência Espírita Cristã e que hoje continua seu trabalho, do mais alto, olhando por nós na condição de "cisco de Deus" que sempre foi.

Não consintamos com o mal, tampouco sejamos coniventes com aquilo que foge ao exemplificado por Jesus à luz da Doutrina Espírita, mas respondamos a estas com a nossa conduta, com o nosso ato de viver fiel ao Cristo e a Doutrina, que, com certeza, se desdobra na produção mediúnica de Chico Xavier.

Não creiamos que - no que pese as nossas imperfeições e condição de espíritos imperfeitos ainda em busca da redenção - nossa pequena parte seja tão insignificante a ponto de ser completamente dispensável, não! "Vós sóis o sal da Terra", exortou Jesus, não exigindo angelitude espontânea, mas querendo dizer que podemos sim, com boa vontade, sinceridade e observância dos compromissos, nos fazermos consideráveis instrumentos da obra cristã junto à Humanidade.

Esses três itens - reconhecendo que não somos ainda portadores de verdadeiras virtudes - são nossos maiores tesouros! Não deixemos o orgulho, a vaidade e os interesses materiais fazerem com que percamos mais essa oportunidade reencarnatória, lutemos, sim, contra nós mesmos, perseveremos, sim, na vivência cristã!

E que Jesus nos abençoe."

Tenshi;

Areado, 14/06/2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mensagens Familiares Psicografadas


Chico Xavier tornou famosas as cartas psicografadas onde espíritos que deixaram a Terra há relativo tempo, vinham dar notícias e consolar os familiares que aqui ficaram.

Mas, mais do que a simples curiosidade de uns, mais do que simplesmente receber a notícia, ou a prova, da imortalidade da alma, tais epístolas vinham como que um chamado de Jesus - por intermédio de um ente querido que se foi para o Mais Além - convidando os encarnados, destinatários ou não destas, à observância dos preceitos do Evangelho e a valorização dos tesouros espirituais.

Hoje persistem alguns médiuns na tarefa de consolar famílias (notadamente dois dos médiuns atuantes em Uberaba - MG), consolar mães e pais que perderam seus filhos, amparar filhos que perderam seus pais, aplacar a dor de esposas e esposos que ficaram na viuvez...

Do ponto de visto do fenômeno mediúnico da psicografia, vale dizer que nenhum médium atual se compara a Chico Xavier, visto ser a sua uma faculdade mediúnica missionária, de caráter excepcional, coisa que, analisando sua trajetória de vida, podemos depreender.

Voltando ao tema central desse artigo - que não é discutir sobre o fenômeno em si, mas sim sobre suas consequências - cremos piamente de que mais do que consolar, tais cartas são importantes por despertar nas pessoas a crença na imortalidade, ou seja, colaborar com a espiritualização das criaturas, além de, como fora dito acima, nos chamar a vivência do Evangelho de Jesus, único caminho para a felicidade humana, seja do ponto de vista individual ou coletivo.

Apenas receber a consolação, a prova de que o nosso ente amado continua vivo, é muito pouco em comparado com o luminoso despertar para Jesus, para o Seu suave chamado nos convidando a colaborar com a obra do Evangelho na Terra, obra esta que tem caráter fraterno e solidário, que nos convida a compartilharmos o que temos (tempo, amor, paciência, paz, esperança, pão, sopa, dinheiro, etc) com quem nada disso possui.

Ledo engano crer que quem recebe a ajuda, seja ela de qualquer espécie, é o mais beneficiado.

Não, quando nos dispomos a estender o amor, esse mesmo amor volta para nós dobrado, na forma de paz e alegria de viver. Esse é o ponto crucial dos ensinos de Jesus Cristo, que são um roteiro para a nossa felicidade, felicidade esta que não precinde da espiritualização das criaturas, vez que só a consciência da nossa imortalidade e o desenvolver dos valores do espírito serão capazes de nos dar uma perpétua e imorredoura ventura, muito diferente das passageiras alegrias da Terra, todas baseadas no ter e no desfrute.

Esse, a nosso ver, é o maior benefício das psicografias familiares.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Setenta vezes sete"

João e Pedro eram sócios numa muito lucrativa empresa de vendas de carros. Ambos também eram amigos de longa data e sempre se deram muito bem.

Porém, terminado mais um ano, após os cálculos do balanço anual, Pedro verificou um desfalque financeiro muito grande entre os números que estavam no papel e os valores que de fato dispunha.

Para a surpresa de Pedro, tudo apontava que João havia se apossado dos valores que haviam desaparecido.

De imediato, ódio e fúria tomaram conta do empresário.

- Como pode? Confiei nele a vida toda e a vida toda ele me rouba! Retira o que é meu e também dos meus filhos, ele que sequer tem filhos para criar! - gritava o lesado.

Obviamente, em pouco tempo a sociedade estava desfeita – não antes de Pedro ter terrível briga verbal com João, prometendo vingança – e cada um tomou seu rumo na vida.

As dificuldades financeiras que Pedro passou a encontrar só aumentavam em seu espírito o desejo de vingança contra João.

O ódio acumulado o torturava, dia e noite, no trabalho e no descanso, ele maquinava planos de vingança, pensando, inclusive, em meios de extirpar a vida do ex-sócio e amigo.

Pedro lamentava não poder fazer mais pelos seus filhos, que antes tinham uma vida confortável. Ele se injuriava ao extremo ao pensar que enquanto passava por grandes dificuldades financeiras, João gozava a vida com tudo o que o dinheiro pode comprar.

No entanto, o que Pedro não entendia é que tudo o que João tinha era passageiro, o que fazia com que, em essência, ele não tivesse nada além da consciência poluída pela falta que cometeu, enquanto ele, Pedro, estava preso àquele ódio e desejo de vingança, que não o deixavam raciocinar e receber a inspiração do Alto para trilhar novos caminhos que o tirassem da dificuldade financeira.

E assim, sem enxergar essas verdades, a vida do ex-empresário foi caindo cada vez mais no desfiladeiro do ódio.

No ápice do desejo de se vingar, Pedro adquiriu uma arma de fogo e à noite, à surdina, foi até o ex-amigo, acabando, infelizmente, por cometer o ato mais terrível de sua vida...

Pedro foi preso, mas a satisfação do seu ódio e desejo de vingança não o fez, a princípio, lamentar o fato.

Porém, logo, o agora criminoso, cairia em deprimente e triste arrependimento ao constatar que deixara a família sozinha, seus filhos pequenos e a amada esposa – que deveriam constituir seus bens mais valiosos -, ficaram sem a sua proteção, vez que ele, desde o incidioso ato de João, passou a viver não para si e para a família, mas para o ódio e o desejo de vingança, acabando por entregar sua vida a estes dois nocivos e primitivos sentimentos.

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Jesus ao nos recomendar o perdão está a nos recomendar um remédio salutar para a saúde mental e espiritual.

Quem não se liberta pelo perdão, permanece preso a fatos ruins e a pessoas equivocadas, deixando de viver o presente e consequentemente comprometendo o futuro, que é sempre oportunidade de renovação, de angariação de bênçãos e de venturas.

A vida na Terra é passageira e a Justiça de Deus não falha.

Por pior que seja o mal que nos tenham feito, ele é rápido piscar de olhos diante da nossa imortalidade e Deus – através da consciência das criaturas – jamais deixa de exercer Sua Justiça, não cabendo a nós, criaturas falhas, exercermos o papel de juiz e de executor de penas que julgamos cabíveis.

Quem perde com isso somos nós mesmos que cultivando o ódio, deixaremos de receber as bênçãos que Deus nos oferta diariamente, vez que o ódio nos torna impermeáveis à luz que se irradia sempre do Criador para Seus filhos.

Ademais, quem alimenta sentimentos negativos encontra companhias espirituais negativas que potencializam esses sentimentos impuros.

Tenshi;

Areado, 04/05/2011.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O STF, a União Homoafetiva e a Sociedade


Em recente decisão o Supremo Tribunal Federal validou a união estável homoafetiva, grande passo para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e que, acima de tudo, marca o progresso da nossa sociedade, vez que ampara um grupo até então discriminado, vitimado por preconceitos e até mesmo por atos de violência em clara demonstração de primitivismo animalesco e total falta de solidariedade e fraternidade.

"O Brasil está vencendo a guerra desumana contra o preconceito, o que significa promover o desenvolvimento do Estado de Direito, sem dúvida alguma.” Disse o Ministro Marco Aurélio de Mello, do STF.

Estado de Direito é aquele surgido com o Constitucionalismo Clássico do final século XVIII na Revolução Francesa e na Independência dos EUA, sendo que tal tipo de Estado tem como principal valor a liberdade. Daí o Ministro dizer que a validação da união homoafetiva foi uma promoção do Estado de Direito, vez que prestigia a liberdade dos indivíduos de serem o que são, sem serem discriminados por isso.

Além disso, conforme argumentação do Ministro Joaquim Barbosa, o reconhecimento desse instituto também se fundamenta nos princípios da dignidade da pessoa humana, característica marcante da nossa Constituição Federal, como se depreende ao lermos o aduzido no se art. 3º:

Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II - garantir o desenvolvimento nacional;

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Como típica constituição fruto do chamado Constitucionalismo Contemporâneo – surgido após a Segunda Guerra Mundial - que preza pelos ditos valores da fraternidade, tal legitimação sem dúvida resta amparada pela nossa Lei Maior, aliás, a nosso ver tal amparo até tardou a chegar.

No entanto, tomamos a liberdade para, expressando nossa opinião, dizer que embora a importância do feito, mais valoroso seria a promulgação da Lei Contra Homofobia (PLC 122/06).

Não nos esquecemos de um fato veiculado na mídia na época da última copa do mundo, onde noticiava-se que um menino de quatorze anos, bom filho e bom aluno, homossexual, fora TORTURADO E MORTO pelo simples fato de ser o que é... A mãe chorava convulsivamente, indignada pela injustiça...

Pensamos que se com a promulgação de tal lei ao menos uma morte dessas for evitada, já teria valido a pena! Seria o sofrimento de uma família que seria evitado. Se somente um ato de violência homofóbico for evitado, com certeza tal lei já teria valido a pena.

Nosso raciocínio é simples. Promulgar tal lei significa proteger vidas e evitar sofrimentos, não promulgar, sob qualquer argumento que se fundamente, é preconceito e falta de fraternidade.

A homossexualidade até os anos 90 era considerada pela OMS como doença. Em 1971 em histórica sabatina na extinta TV Tupi, o médium Chico Xavier, alma luminosa, já dizia que a homossexualidade, bem como a bissexualidade, eram ocorrências normais, ressaltando que como ser humano que é, o homossexual é digno de todo o respeito.

No livro O Consolador, psicografado pelo mesmo médium, o espírito Emmanuel afirma que as leis humanas evoluem e com o passar do tempo se aproximam das leis divinas. Ora, leis que protegem solidariamente um determinado grupo humano até então vitimado, se enquadraria perfeitamente no dever de “amor ao próximo” ensinado por Jesus, que é a mais bela expressão da lei divina.

O médium e palestrante espírita Raul Teixeira, mestre e doutor em educação, sobre o assunto assevera:

“Se estivermos vendo como um crime duas pessoas que se amam, ainda que de mesma morfologia, viverem juntas e fazerem o bem, o que é que vamos pensar das que estupram, dos pedófilos, dos que furtam o erário, os que mantêm o povo na pobreza para que eles e sua família enriqueçam? Então não podemos querer coar mosquitos e deixar se engolir elefantes.”

Em suma, Jesus trouxe a perfeita e clara expressão das leis de Deus à Terra, sendo que tal lei baseia-se no amor ao próximo, na fraternidade, que é o que a nossa Constituição defende ao exaltar a dignidade da pessoa humana.

Quem ama ao próximo, respeita, não discrimina. Tanto a validação da união homoafetiva como a promulgação de uma lei contra a homofobia atendem ao dever de fraternidade de todo cristão, vez que defende direitos que todo ser humano faz jus e tenta evitar violências e sofrimentos que ainda existem por parte daqueles que se prendem a forma transitória da manifestação dos sentimentos humanos, se esquecendo, sobretudo, que o espírito não tem sexo e o que realmente importa é o que trazemos no coração, nada mais.

Por conta de heranças atávicas e costumes negativos, nossa sociedade hipócrita se choca mais ao ver duas pessoas do mesmo sexo de mãos dadas em atitude respeitosa de amor, do que ver duas pessoas apontando armas uma para a outra... Que fraternidade é essa que nós, muitas vezes, dizemos prezar?

Quando a humanidade passar a viver em verdade o Evangelho de Jesus, que é a expressão maior da lei de Deus, vivendo, com efeito, a real fraternidade e solidariedade, o preconceito e o desrespeito a outro ser humano, seja por qualquer motivo, será coisa do passado. Entretanto, carece que o Estado, formado por homens e mulheres que parecem já conceber a vida sob esse prisma, tome a iniciativa de promover, também, essa transformação que cabe a todo cristão que verdadeiramente espera viver em um mundo mais fraterno e pacífico.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Review do livro "Há Dois Mil Anos" e reflexões



"Alma gêmea de minha'lma...
flor de luz de minha vida....
Sublime estrela caída...
das belezas da amplidão
Quando eu errava no mundo...
triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração....

Vinhas na bênção dos deuses
Numa divina claridade,
Tecer-me sorrisos de esplendor!
És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo meu amor!

Alma gêmea de minha'lma,
Se eu te perder algum dia...
Serei tua escura agonia,
Da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus."

O poema acima é do livro “Há Dois Mil Anos”, psicografado por Chico Xavier, ditado pelo espírito Emmanuel.

Em tal livro é contado a história de amor entre Públius Lêntulus – uma das reencarnações do autor espiritual – e sua alma gêmea, Lívia Lentúlia, ambos patrícios da Roma da época de Jesus Cristo, e que, devido a problemas familiares, têm suas vidas entrelaçadas ao caminho luminoso do Mestre de Nazaré.

Esse poema marca o amor existente entre essas duas almas afins, amor esse que tem sua maior expressão de nobreza por parte de Lívia, espírito iluminado, pessoa já dona de elevados sentimentos.

Mas, qual, afinal, a fórmula para um relacionamento amoroso saudável?

“Respeito e consideração na sua mais ampla acepção: considerando o outro como um ser humano livre para fazer suas escolhas; considerando o outro como alguém capaz de viver sozinho(a); considerando o outro como alguém dotado(a) de sentimentos e potencialidades que, assim como nós em relação a ele(a), pode nos engrandecer em algo; considerando o outro como merecedor(a) do tratamento que nós gostaríamos de receber nas várias situações da vida em conjunto.

Quê é o amor romântico entre duas criaturas senão o ensaio do legítimo amor fraterno que haverá, um dia, de nortear a relação entre toda a humanidade?” Tenshi.

Para a apreciação de todos!