terça-feira, 26 de agosto de 2008

A Idolatria e Nós


Conhecemos a idolatria apenas na sua maneira mais usual, hoje, porém, vos convido a sondar os refolhos das nossas almas a fim de descobrirmos outro tipo de idolatria da qual somos assíduos praticantes.

Vícios, más paixões, defeitos oriundos do egoísmo e do orgulho todos nós possuímos e cientes estamos da necessidade de combatê-los.

Mas até que ponto nós realmente queremos nos livrarmos desses vícios milenares que nos acompanham?

Até que ponto queremos abdicar da ociosidade que nos é prazerosa? Até que ponto queremos nos ver livres do orgulho e da vaidade que tanto nos alegra? E do egoísmo que nos faz mais felizes com o que podemos gozar?

Possuir más virtudes inevitavelmente nos leva a quedas e sofrimentos, mas devemos ser sinceros com nós mesmos, pois muitas vezes as más paixões que dizemos não desejar, na verdade muito nos agrada, às vezes nos fazemos idólatras dessas más virtudes que ilusoriamente nos fazem felizes e das quais não conseguimos nos desvencilhar.

O estudo sincero das mazelas morais resultantes da posse das más virtudes é o remédio eficaz contra o nosso deturpado senso de afinidade com estas.

Que Jesus possa aos poucos nos iluminar, para aos poucos compreendermos quais são os verdadeiros valores, aos quais somos pouco afeitos.

Tenshi

19/08/08

domingo, 17 de agosto de 2008

Fonte de Renovação


Vida atribulada, problemas cotidianos, angústias e conflitos internos são problemas milenares que nós enfrentamos.

O caminho da felicidade é traçado quando nos despojamos desses vários empecilhos da alma que há milênios nos infligem sofrimentos íntimos.

Jesus e o seu Evangelho constituem importante roteiro de luz para nos despojarmos desses malefícios. Se outrora tínhamos o Mestre Nazareno à conta de deus sem sentimento, hoje, esclarecidos, aproveitemos o máximo que a Boa Nova pode nos oferecer como sendo o caminho da renovação, da vida nova, onde os valores ilusórios, fonte de perturbação, são aos poucos substituídos pelos valores eternos, fonte de venturas eternas.

O Evangelho nos incita ao trabalho renovador, nos atemos a isso, pois o roteiro de luz já está traçado há anos, falta, no entanto, segui-lo de coração e espírito.

Tenshi

12/08/08

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Compromissos


Possuímos dois tipos de compromissos pretéritos quando nos encontramos encarnados.

Quando nas vidas pretéritas pouco fizemos para saldar nossas dívidas de consciência ou quando débitos adquirimos, tudo isto, na próxima reencarnação, converte-se de certa forma num compromisso para com nós mesmos, principalmente quando se começa a ter noção das leis eternas que regem a vida.

Outro compromisso de suma importância e que está ligado ao já citado, é aquele que fazemos antes de adentrarmos um novo corpo físico. Quando sondamos nossas necessidades, nossos erros e as provas necessárias ao aprimoramento moral pelo qual todos nós devemos passar.

Não nos distanciemos desse compromisso firmado no astral; existem amigos que esperam de nós o melhor para o cumprimento deste compromisso, que nada mais é do que efeito daquele e seu meio de cumprimento.

Não nos distanciemos de Jesus, pois ele é o guia para o nosso triunfo.

Voltemos nossa mente e nosso coração para nós mesmos no silêncio da prece que havemos de nos auto-descobrir, determinando nossas aspirações, fato que nos levará ao conhecimento intuitivo desses compromissos, cujo cumprimento é fundamental para nossa libertação e evolução.

Tenshi

05/08/08

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Exercício do Amor


Só o amor liberta, só o amor é capaz de nos conduzir à evolução.

Esse sentimento nobre que emana primeiramente de Deus tem o poder de converter as pequenas iniciativas em obras de libertação dos erros do passado e de melhoramento da nossa condição moral, ainda inferior.

Praticando o amor fraterno, desinteressado, estamos primeiramente nos auto-ajudando, nós, espíritos carentes de sentimentos nobres, tão afeitos as coisas impuras, carecemos dessas experiências, no exercício do amor ao próximo, como meio de limpeza da alma.

É a terapia da auto-iluminação, da caminhada em busca dos sentimentos nobres, latentes no nosso âmago, porquanto somos filhos de Deus, mas que só se desenvolverão se regadas com as gotas do amor fraterno, que mesmo gotas, são capazes de muito produzir quando estas forem da mais cristalina sinceridade.

Tenshi

29/07/08

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Vida Urbana



Hoje vivenciamos a vida do homem moderno. Hoje as obrigações da sociedade em que vivemos nos consome preciosa fatia do nosso tempo.

A atual vida urbana fez surgir novos hábitos, novas necessidades que outrora não existiam junto à vida simples dos nossos antepassados.

Escola, trabalho, lazer, cursos, etc, etc...

Porém, meus amigos, não nos esqueçamos do preparo que deve ser feito para o inevitável retorno a pátria espiritual e para este retorno ser suave, só a observação e vivência dos propósitos de elevação moral ensinados por Jesus podem satisfazer esse mister.

O tempo hoje é escasso, mas não nos esqueçamos que os minutos hoje relegados à ociosidade se converterão posteriormente em lágrimas de arrependimento.

Vivência do bem, vivência cristã; eis o caminho da libertação e da evolução.

Tenshi

22/07/08

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Acautelar-se Ante a Opulência


Provas existem, mas uma das mais difíceis para o espírito enfrentar é que o conduz a uma vida farta, opulenta e cheia de recursos monetários.

Precavemo-nos ante o fascínio que a vida abastada pode nos oferecer: facilidades, comodidades, prazeres materiais ao infinito.

Isto tudo, no entanto, constitui instrumentos para a distração da nossa consciência que fascinada, se esquece do que realmente interessa para a evolução espiritual.

Porém, não significa que devemos nos abster de nossas metas no campo das realizações sociais, todavia, não nos esqueçamos dos compromissos firmados com Deus e com nós mesmos, compromissos estes referentes a aquisição de valores eternos, de tesouros eternos que hão de iluminar nossa estrada rumo a elevação como espíritos devedores que apenas começamos a saldar nossas dívidas.

Tenshi

15/07/08

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ante as Mazelas do Mundo


Nos deparamos, comumente, com as mais diversas mazelas instaladas na sociedade de hoje.

Pessoas famintas, pessoas sofrendo injustiças, irmãos que padecem das mais cruéis doenças do corpo...

Ante todos esses sofrimentos nos lembremos que o Evangelho é o melhor remédio mesmo para os males e problemas de ordem material

Nos lembremos que se hoje há infelicidade é porque ontem nos desviamos do caminho reto da Boa Nova.

Propaguemos os ensinos do Cristo, pois como indica a pergunta 889 de “O Livro dos Espíritos”, a cura para o sofrimento humano é a prática da moral cristã.

Tenshi

08/07/08

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O Cair das Pétalas


Ao começar o outono observamos o cair das pétalas das flores, no entanto, em menos de um ano elas renascem, novamente vêm a desabrochar, não significando, portanto, que este cair das pétalas tenha posto término a vida do vegetal.

Assim é a dita morte, fenômeno pelo qual ganhamos a lucidez para observarmos com mais clareza e compreensão os atos pro nós praticados e as nossas necessidades mais prementes, sendo que tal fato se dá por não estarmos mais com o raciocínio obliterado pela matéria.

Tal como ocorre com as flores, nós passamos pela “morte” para depois renascermos em nova reencarnação, sendo que a extinção da vida é apenas aparente, pois ela continua nos seus mais altos esplendores, que é a vida no plano espiritual, verdadeiro lar, verdadeira vida.

Não temamos a morte renovadora, porta de claridade para o raciocínio e oportunidade de ponderação para um novo renascimento, rumando para o nosso aperfeiçoamento como espíritos eternos.

Tenshi

24/06/08

domingo, 22 de junho de 2008

Salve à Santíssima



Sob luzes fulgurantes

a Mãe da humanidade

sempre vigilante,

olha por nós,

pobres trepidantes.

Ainda pequenos em sentimentos,

frutos do seu rebento,

ela espera paciente

o florescer do nosso enobrecimento.

Mãe Santíssima olha por nós,

devedores da Misericórdia Divina,

que nós não nos afastemos

da nossa contribuição pequenina.

Mãe Protetora cubra-nos com

seu manto de amor,

que com ele possamos passar por toda dor,

seguindo confiantes o caminho redentor.

Uma senhora


10/06/08

sábado, 14 de junho de 2008

A Solicitude Mais Importante


Ser solícito é virtude daquele coração que já se despojou do egoísmo e da ociosidade, atendendo ao clamor de um irmão que recorre à sua ajuda por motivos diversos.

Quando tal virtude começa a aparecer devemos nos alegrar, pois significa uma pequena vitória sobre o milenar egoísmo que trazemos dentro de nós. É a água estagnada que começa a correr impulsionada pela dor, mestra que nos educa, iluminada pelas luzes do Cristianismo.

Porém, não nos esqueçamos de sermos solícitos, sobretudo, aos chamamentos de Jesus, sempre nos convocando ao trabalho santificante do caminho redentor. Não nos esqueçamos de sermos solícitos às dádivas que Deus nos concede, esperando que as apliquemos para o bem de todos.

Se somos solícitos aos chamamentos divinos com certeza, meus irmãos, estaremos, automaticamente, sendo solícitos à caridade santificante, no auxílio ao próximo.

Tenshi


segunda-feira, 2 de junho de 2008

O Uso do Sexo



Hoje vemos, comumente, o sexo sendo usado como material de exploração e de lucro, não nos esqueçamos, no entanto, da finalidade providencial deste.

O sexo é instrumento de reprodução, finalidade maior, canal para que novos espíritos possam reencarnar e construírem sua trajetória de redenção. Por isso, tal canal merece nosso maior respeito.


As energias da sexualidade, por outro lado, quando sublimadas através de desenvolvimento de sentimentos nobres, nos leva ao afastamento do sentido animalesco e quando canalizadas são propulsor para as boas obras, sob as bênçãos do Cristo.


Quando o assunto é sexo, não deve faltar sentimentos nobres, pois toda as vezes que estes não estão presentes tal departamento da vida biológica, porta da nova chance que Deus nos concede e também da permuta energética, ficará vulgarizada, descendo ao nível dos grosseiros sentidos animais

Tenshi

27/05/08

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Mansuetude


Ser manso e vivem em paz é ter a paz em nosso coração, é ser sereno e tranqüilo. É uma conquista da alma que somente com grandes esforços, na luta contra os ímpetos de violência, se consegue atingir.

Quem é manso vive melhor, leva uma vida mais saudável, primada pela razão, pois de cabeça quente não sai boas resoluções.

Devemos, portanto, combater em nós o hábito de reclamar, de se injuriar, de se ofender, de se ocupar com problemas efêmeros...

Confiemos em Deus, façamos nossa parte que tudo há de se encaminhar, pois perder a postura de mansidão irá apenas agravar o problema e nos tirar do caminho da pacífica resolução destes.

Tenshi

20/05/08

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A Verdadeira Alegria



Fala-se, comumente, em alegria, felicidade e em prazeres de todas as espécies, mas a verdadeira alegria, para aquele que já conquistou um pouco de entendimento, consiste em ser útil.

Quantas vezes passamos por este mundo de maneira inútil, para nós mesmos, bem como para o próximo; hoje, porém, é tempo de aproveitar as oportunidades, é tempo de servir àqueles filhos do calvário, conquistando aos poucos a verdadeira alegria.

Sejamos úteis, não cruzemos os braços, todo prazer mundano é passageiro e para o cristão verdadeiramente compenetrado no Evangelho, a plenitude se conquista quanto mais se é útil na causa fraterna da Boa Nova, pois esta é a alegria eterna.


13/05/08

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A Tolerância em Nossas Vidas



Falemos um pouco da aplicação da tolerância em nossas vidas. Essa virtude , assim como todas as outras, procede do amor; toleramos o próximo quando compreendemos que este é espírito imortal em evolução e no percurso que ele deve percorrer, nenhuma etapa pode ser burlada para o nosso simples prazer.

Cada um possui suas limitações, cada um tem obstáculos a transpor, e como carecedores da tolerância alheia, procedamos de igual maneira.

A tolerância também tem aplicação ampla em nossa vida. Pensemos na doença que nos atormenta, instrumento de aperfeiçoamento, e toleremo-na; pensemos nos obstáculos do nosso caminho, prova para a nossa perseverança, e toleremo-no.

Apliquemos, pois, a tolerância irrestrita aos diversos setores da nossa vida, onde houver indícios de tormentos, de nervos exacerbados, recorramos a esta virtude como bóia que socorre o náufrago em mar bravio, no caso, mar da cólera.

Tenshi

11/05/08

sábado, 10 de maio de 2008

Angústia e Aflição



A angústia é vontade reprimida, desejo de agir, de fazer e de sonhar. Mal que polui a alma e a envenena, sendo, portanto, combatida com o trabalho no intento daquilo que almejamos.

Porém, quando distanciamo-nos do Evangelho, do caminho reto, da boa conduta e dos preceitos de amor ao próximo, a vontade convertida em atos causa danos, seja a outrem ou a nós mesmos, causando lágrimas de aflição.

Sim meus amigos, a aflição surge quando fazemos aquilo que sabemos, conscientes que somos, que está errado. Afligimo-nos quando fazemos o mal. Angustiamo-nos quando deixamos de fazer, principalmente, o bem, e isto é mais intenso após o desencarne...

Novamente notamos a importância da vivência evangélica como remédio da alma para mais essas duas moléstias.

Portanto reflitamos nisto, e também, e o mais importante, vivenciemos a Boa Nova de Jesus.

Tenshi

29/04/08

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Há Esperança?



Nos perguntemos se há esperança em nosso coração.

Quem espera no Senhor sempre alcança. Quem espera no Senhor, seguindo seus preceitos, espera trabalhando, auxiliando, sanando as dores dos mais necessitados.

Munidos de boa vontade, trabalhemos na seara do bem, vasto campo, confiantes no futuro, confiantes de que tudo aquilo pelo qual passamos constitui-se de instrumento para o nosso aperfeiçoamento.

Esperança num futuro melhor, em confiança aos desígnios do Senhor, obtém quem trabalha a paciência, ajudando, amando os filhos do calvário.

Unamos, pois, esperança, paciência e trabalho, pois não há esperança sem paciência, da mesma forma que esperança sem trabalho há de despedaçar-se sem sustento.

Portanto, meus caros irmãos, se queremos um futuro melhor, se confiamos e acreditamos em dias melhores, aguardemos trabalhando pacientemente no bem.

Trabalho é combustível da paciência e esta o sustento da esperança.


Tenshi



27/04/08

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Nosso amigo desencarnado nos apresenta um trinômio: Esperança, paciência e trabalho; sendo que os dois últimos são os responsáveis por manter a primeira.

Pensemos nisto!

domingo, 27 de abril de 2008

A Cruz do Amor

“Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem.” Jesus – Lucas 6:22.

Seja a nossa cruz a do amor. Antes empunhamos a cruz do ódio, da discórdia, da contenda, porém se hoje vivemos sob a luz do Consolador Prometido, detenhamos a cruz de nossa fé no caminho do amor e da fraternidade.

A fraternidade agrupa, constrói, agrega, ampara e auxilia.

Mesmo que sob escárnios e o fel da incompreensão, não usemos a cruz da nossa fé para matarmos a paz entre um grupo, não a usemos para matar a fraternidade entre amigos, não a usemos para matar e ferir a harmonia reinante.

Se outrora assim procedemos, ferindo e matando em nome do Cristo, hoje, mais lúcidos, não continuemos a extirpar nobres sentimentos em nome Daquele que é pura compreensão e entendimento.

Não lancemos mão à cruz de nossa fé qual fosse espada voraz, mas a usemos como emblema da fraternidade e compreensão para aqueles que ainda não nos compreendem.

Tenshi

22/04/08

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O amigo espiritual vem nos relembrar da importância de nos mantermos serenos ante as provocações e as incompreensões por parte daqueles que ainda não compreendem em essência o Evangelho, sejam os que partilham ou não de nossa fé.


Não devemos entrar em discussões infrutíferas que nada nos acrescentariam, mas que apenas causaria animosidade e desconforto entre nós e os outros.


Em nome do Evangelho Redivivo que hoje seguimos devemos nos manter distantes das dissensões que ainda existem entorno de Jesus e de seus ensinamentos; não sejamos nós os que "lançam mão a cruz de nossa fé" para ferir e magoar, mas resistamos serenamente, sem ressentimentos, cientes de que cada fruta amadurece à seu tempo e o essencial é a vivência do "amar ao próximo".


Engulamos nosso orgulho evitando todo ato que possa causar desconfortos e atritos, pois a paz e a fraternidade devem reinar entre aqueles que se consideram discípulos do Divino Mestre.

quinta-feira, 17 de abril de 2008


Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Jesus - Mateus 22:39

Sobre o Amor

O amor é pedra angular que sustenta o Universo. Força motriz que leva o Espírito Imortal às culminâncias do etéreo.


Nós, espíritos devedores, pouco podemos compreender dessa força poderosa, mas o pouco desse sentimento que há dentro de nós pode converter-se nas escadas para a nossa redenção.


Amar, perdoar; amar, tolerar; amar, compreender; amar, auxiliar.


Todas as virtudes têm como fonte o amor. Por isso, Paulo, ao afirmar a importância da fé, da esperança e do amor, disse ser este último o mais importante, pois em tudo, desde o infinito Universo, até o fraco lampejo do nosso espírito, ela se faz base.

Eis o princípio de tudo aquilo que conduz ao progresso: o amor. Sublime sentimento que o Mestre Nazareno estampou e viveu como ninguém.

Detenhamos, pois, o amor em todos os atos da nossa vida, desde um sorriso àquele que sofre, desde o pão ao que padece de fome, desde o abraço fraterno, etc...

Amemos uns aos outros sempre, mesmo que ainda precariamente, continuemos.

Tenshi
15/04/08
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O Benfeitor amigo, na presente dissertação, nos vem relembrar a importância do amor em todas as nossas atitudes, pois é desse sentimento que nascem todas as outras virtudes.

Se auxiliamos alguém, esse ato tem como princípio o amor; se somos tolerantes para com os defeitos alheios, tal atitude surgiu do amor; quando perdoamos ou temos compaixão, esses sentimentos se originaram primeiramente do amor; a benevolência, sem questionamentos, nasce do amor.

Reflitamos e vamos perceber que tudo o que nós fazemos de bom tem como estímulo primário o sentimento de amor, o amor ao próximo que Jesus tanto vivenciou. Por isso, quem almeja se melhorar deve ter como principal preocupação estampar o amor em todos os atos, atitudes e pensamentos para com o próximo e, por que não, para com nós mesmos.

Ao exteriorizarmos nossa vontade, ou melhor, quando agimos, pensemos antes: “estarei procedendo com amor ao próximo?”

Se assim fazemos as outras virtudes naturalmente vão surgindo e se integrando ao nosso coração, tão acostumado a viver de maneira egoísta, e passaremos a agir no bem e para o bem de uma maneira sincera, pois o amor realmente vai se fazer presente.

Afinal, o que conta, por exemplo, não é auxiliar, mas sim auxiliar com amor e por amor, pois isso é a garantia de que não estaremos fazendo o bem motivados por outros sentimentos escusos e inferiores, como a busca por prestígio e notoriedade.

domingo, 30 de março de 2008

O que é ser cristão?


“Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.” Mateus 16:24.
Somos espíritos eternos que de reencarnação a reencarnação temos vivido de maneira egoísta e soberba, pouco nos preocupando com as dores e com os flagelos daqueles que padecem das mais pungentes dores morais e físicas. Poucos de nós, talvez, tenham sido alheios a fé cristã, mas o que aconteceu foi que não compreendíamos o que é ser cristão. Sim, nos dizíamos ser cristãos, mas não vivenciávamos o Evangelho, não tentávamos ser semelhantes a Jesus Cristo.

Como fica claro no citado texto evangélico, ser cristão não é meramente assim se auto-declarar e esperar facilidades e comodidades egoísticas, não é cruzar os braços ante as infelicidades alheias. Não, ser cristão é trabalhar a cada dia para a auto-iluminação, através da prática constante do bem que há de transformar nossos corações endurecidos e acostumados com o egoísmo que nos domina há séculos.

Tomar nossas cruzes significa assumir nossas responsabilidades ante a Consciência Divina, pois outrora andamos contra os preceitos de amor ao próximo que Deus espera de todos nós; e negar-se a si mesmo é o oposto ao egoísmo, o que demonstra que não seremos verdadeiramente cristãos enquanto não passarmos a nos preocupar com os menos afortunados do que nós, ampará-los, buscar conter suas lágrimas e desenhar um sorriso, nem que breve, nos seus rostos tão acostumados ao sofrimento.

Não parece ser fácil levar uma vida segundo os preceitos de Jesus, mas ele mesmo disse que teríamos que andar pelo “caminho estreito”, porém, quem assim procede encontra a verdadeira felicidade que consiste em servir os que sofrem, saber que contribuímos, nem que pequenamente, para uma causa maior que é o melhoramento do mundo, através da verdadeira vivência do cristianismo, que com a Doutrina Espírita ganhou a sua restauração.

Portanto, sigamos o Mestre Jesus, mesmo que falhos e vacilantes, continuemos a caminhar segundo o estandarte do “amor ao próximo”, pois um dia haveremos de triunfar sobre nossas próprias imperfeições e neste dia, despojados de todos os vícios e das más paixões, seremos verdadeiramente felizes.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A hipótese da Reencarnação – parte I

O que vemos no mundo? Desigualdades sociais, desigualdades de ordem física, desigualdades de ordem intelecto-moral. Como compreendermos tantas desigualdades? Como entendermos o por que de uns nascerem com saúde, isentos de doenças e enfermidades, enquanto outros padecem de males de ordem fisiológica? Por que uns nascem em fartura enquanto outros em miséria? Seria Deus, Pai e Senhor do Universo, um Ser injusto e parcial, que por simples prazer inflige a uns o sofrimento gratuito enquanto a outros dá a felicidade? Que pai ou mãe seria capaz de tratar seus filhos com desigualdade? Em outras palavras, se pais e mães humanos, cheios de defeitos e imperfeições, não gostam mais de um filho do que de outro, por que Deus, que é pura perfeição, trataria Seus filhos com tanta desigualdade, parecendo-nos que Ele prefere uns e detrimento de outros e o pior, gratuitamente, porque aparentemente não há motivos para essa desigualdade.

Pois bem, em primeiro lugar esclarecemos que falamos aqui àqueles que acreditam na existência de um Ser Superior, e que tudo o que existe é fruto de sua criação e não mera coincidência e falamos também para os que crêem que a morte não vem ser o fim de tudo, mas que a vida continua em espírito.

Consideraremos, pois, duas hipóteses, a existência de uma só vida e a existência da reencarnação, ou seja, das vidas sucessivas. Fato é que, se existe uma só vida ou se existe a reencarnação, não interessa a nossa opinião pessoal, pois Deus não veio nos perguntar nossa opinião para criar as Leis que regem o Universo, portanto o que fazemos aqui é refletir sobre quais das hipóteses nos parece mais racional para explicar as questões levantadas no início do texto.

Se existe uma só vida significa que a nossa alma, ou nosso espírito, foi criado por Deus no momento da concepção, ou seja, todos foram criados de maneira exatamente iguais, mas então por que uns nascem com doenças e deformidades física e outros nascem com a saúde perfeita? Uns responderão que é porque tal família ou tal pessoa precisa passar por aquilo, mas então por que justamente eles precisam de passar por aquilo enquanto outros não? É o mesmo que conceder que certos alunos ingressem numa faculdade sem o vestibular enquanto que outros tenham que passar pela prova.

Neste caso considerando a hipóteses da reencarnação, compreendemos que se uns nascem fisiologicamente perfeitos e outros não, não é porque Deus os trata com desigualdade, pois isto seria inadmissível para a Pura Perfeição que é Deus, mas sim que há espíritos que estão resgatando os erros passados, quando não andaram segundo a lei de amor e fraternidade e hoje expiam seus débitos ante a consciência Divina, não significando que isto seja um castigo, mas sim um remédio amargo que vem reabilitar aquele espírito milenar, a ensinar-lhe, tal como o aluno repetente, a necessidade de seguirmos a lei de amor e fraternidade que, por determinação Divina, rege o Universo.

Mas então por que não nos lembramos das vidas passadas? Segundo a hipótese da reencarnação, estamos então pagando por coisas que não nos lembramos? Sim, e pela hipótese da vida única estamos pagando por algo que não fizemos... Qual parece mais justa e de acordo com a justiça e bondade de Deus? Se não nos lembramos é para o nosso bem, pois se assim é, é porque Deus o quis, portanto tem que ser bom; afinal, quem gostaria de se lembrar de atos maldosos cometido no passado e viver com essa perturbação em mente?

Outros pontos interessantes a se considerar são as aptidões inatas; certas pessoas possuem aptidões e facilidades que outros não o possuem, novamente vemos uma desigualdade entre os filhos de Deus e se considerarmos que só se vive uma vez, outra resposta não há senão aquela que nos apresenta Deus criando alguns cheios de talentos e aptidões, enquanto outros não as possuem. Mas com a reencarnação compreendemos que se uns possuem algo a mais, no quesito aptidões, é porque as apreenderam em vidas passadas e delas guardaram a intuição e inclinação.
(continua)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Jesus e o Espiritismo

“Se vós me amais, guardai meus mandamentos; e eu pedirei a meu Pai, e ele vos enviará um outro Consolador, afim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê e não o conhece. Mas quanto a vós, conhecê-lo-eis porque permanecerá convosco e estará em vós. Mas o Consolador, que é o Santo-Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará relembrar de tudo aquilo que eu vos tenha dito.” João 14: 15, 16, 17 e 26.

Jesus e o seu Evangelho são pouco compreendidos e ainda menos vividos; nesses últimos dois mil anos os homens deturparam e desvirtuaram seus ensinamentos, tudo por interesses escusos, fatos esses dos quais não nos esquivamos, pois compreendendo a reencarnação sabemos que éramos nós que efetivávamos essas ignomínias. O Mestre Nazareno, sabendo que seus ensinamentos de fraternidade iriam abalar a sociedade vigente, acostumada a cultos externos que eximiam os homens de verdadeiramente mudarem suas más condutas, programou para no tempo certo, quando a ciência estivesse liberta das imposições religiosas, mandar o Consolador, por ele prometido, como demonstra o citado texto bíblico.

Não raro, nos defrontamos com pessoas que não compreendem qual o verdadeiro caráter da Doutrina Espírita, não compreendendo que ela nada mais é do que o Evangelho Restaurado, sem as deturpações de origem humana. O Espiritismo, pois, é o Evangelho de Jesus de volta; com ele passamos a ver Jesus de Nazaré não mais como o Deus que quer apenas ser louvado ou lamentado (na sexta-feira da paixão), mas sim como o nosso modelo e guia, um mestre por excelência, que nos fornece as diretrizes para uma vida em paz e feliz.

Não há que se falar também em privilegiados, pois a Doutrina dos Espíritos foi ditada para a humanidade, afinal, com base no citado nome, quem na Terra não é espírito? Portanto, ela é para todos!

Por tudo isso, devemos nos ater no caráter cristão do Espiritismo, deixarmos para segundo plano os fenômenos mediúnicos e esquecermos das facilidades evocadas nos cultos exteriores que não são maus, mas que também nada nos acrescentam. Vivenciemos o Evangelho como roteiro para a felicidade na paz de consciência, pois se o Espiritismo como Evangelho Redivivo precisa ser divulgado, não há maior meio de divulgação deste do que os exemplos daqueles que o professam.

Ademais, a escola da beneficência e da caridade é o instrumento pelo qual nos acostumamos a prática do bem, nos libertando do vício do egoísmo e do orgulho que nos domina há várias reencarnações. Por isso Allan Kardec cunhou a célebre frase: “Fora da caridade não há salvação”.
Para encerrar, gostaria de aqui transcrever uma frase dita pelo espírito do Dr. Inácio Ferreira, no livro “Fala, Dr.Inácio!” de Carlos Baccelli, quando perguntado sobre qual tema ele achava importante para uma palestra, no que ele responde: “O Espiritismo sem Jesus não tem sentido”.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O Sofrimento



Vivemos, sofremos e aprendemos. Jesus, quando encarnado na Terra, prometeu que enviaria o Consolador, que haveria de explicar o que ele não poderia explicar naquele tempo e relembrar o que ele havia explicado, e sendo o Evangelho também um livro de consolações, é natural que uma das missões do Espiritismo seja consolar.

A Doutrina dos Espíritos amplia nossa visão, com ela passamos a enxergar a vida como um todo e não só mais a atual existência, mas sim a vida em espírito e as várias reencarnações que tivemos e havemos de ter. Passamos a compreender que o sofrimento nada mais é do que o instrumento de aperfeiçoamento como espíritos imortais que somos.

Na questão 927 de “O Livro dos Espíritos” os Espíritos Superiores nos esclarecem, com muita propriedade, que o homem só é verdadeiramente infeliz quando lhe falta o necessário ao corpo e a saúde, mas que mesmo nesses casos, esse sofrimento adveio de atos passados e aquilo pelo qual ele está passando, não é nada mais do que o resgate desses atos pretéritos, que a forma de um remédio amargo que vem para o bem do doente, esses sofrimentos vêm para o nosso melhoramento, libertando-nos dos débitos pregressos.

Outras espécies de sofrimentos nos atingem, mas que também têm nós como causa. São aqueles sofrimentos morais descritos na questão 933 do citado livro:

“Se o homem, frequentemente, é o artífice dos seus sofrimentos materiais, não ocorre o mesmo com os sofrimentos morais? Mais ainda, porque os sofrimentos materiais, algumas vezes são independentes da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, em uma palavra, são torturas da alma.”

Desta questão depreendemos duas coisas, primeiro que há sofrimentos materiais que são independentes, que não são fruto das más ações daquele que os sofrem, como aduzido na questão 924, esses sofrimentos existem, porque são causados por aqueles que ainda não possuem um sentimento de fraternidade, mas que devem ser suportados com resignação, pois são provas para o nosso progresso moral e a fé no futuro é o amparo que temos para suporta-los.

Secundariamente depreendemos que os maus sentimentos são causas de pungentes sofrimentos, e a inveja e o ciúme são os maiores deles. No capítulo 5, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, temos uma bela dissertação intitulada “Os Tormentos Voluntários”, que trata dos malefícios do ciúme e da inveja, que atormentam, tirando-nos o sono, fazendo-nos infelizes toda vez que deslumbramos a felicidade alheia. Por estes motivos devemos "podar" tais sentimentos de nossa alma, pois só assim alcançaremos a paz de consciência.

Concluímos, portanto, que do ponto de vista espírita, os sofrimentos pelos quais passamos nada mais são do que instrumentos para o nosso progresso, são como que estimulantes para o nosso crescimento, pois sem eles haveríamos de ficar estagnados e vivendo na ociosidade. Vide o mundo, se não fossem os sofrimentos causados por inúmeros fatores, seja doenças ou desastres naturais, o cérebro humano não teria trabalhado arduamente para conter as causas desses tormentos e assim não teríamos saído das cavernas.

No livro “Chico Xavier Responde” do médium Carlos Baccelli, o espírito do apostolo Francisco Cândido Xavier diz que “o sofrimento conduz ao progresso e o progresso anula, progressivamente, o sofrimento”, reflitamos, pois, nesta frase de sabedoria.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008



O ser humano sempre anseia por ser feliz, talvez esta seja a maior busca intentada pelos homens, mas devemos compreender que a felicidade plena não é deste mundo.

Na questão 920 de “O Livro dos Espíritos” Allan Kardec pergunta aos Espíritos Superiores: “O homem pode gozar, sobre a Terra, de uma felicidade completa?” No que as entidades venerandas respondem: “Não, visto que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Mas depende deles amenizar seus males e ser tão feliz quanto se pode ser sobre a Terra.”

Com os conhecimentos proporcionados pela Doutrina Espírita compreendemos que o nosso mundo é um dos mais atrasados existentes no vasto Universo e que aqui estamos expiando os erros das pregressas reencarnações ou passando por provas para o nosso burilamento íntimo, portanto a felicidade plena aqui ainda não é possível, mas não significa que aqui não podemos ser relativamente felizes, sendo que é exatamente isso que os Espíritos Superiores dizem na questão 921 que aqui transcrevemos:

“Concebe-se que o homem será feliz sobre a Terra quando a humanidade estiver transformada; mas, até lá, cada um pode se garantir uma felicidade relativa? O mais frequentemente, o homem é o artífice de sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, ele se poupa dos males e chega a uma felicidade tão grande quanto o comporta sua existência grosseria.”

Ser relativamente feliz, segundo os próprios Espíritos da Codificação aduzem na questão 922 é no, campo material, ter o necessário para viver e no campo moral, ter paz de consciência e fé no futuro. Daí depreendemos a importância da vivência do Evangelho como código moral que re-equilibra o ser humano lhe fornecendo diretrizes para uma vida saudável e como “receita” para a libertação dos erros do passado. Em outras palavras, os ensinamentos do Cristo nos trazem a paz de consciência quando os vivenciamos, pois eles são calcados na mais profunda fraternidade, fazendo com que evitemos cometer os erros ante cometidos e portanto de nos comprometermos com a nossa própria consciência, o que causa o remorso que tanto nos atormenta na vida espiritual.

Na sociedade capitalista de hoje os valores do “ter” em detrimento do “ser” é amplamente divulgado, o consumismo assim exige e para a grande maioria a felicidade consiste em ter os bens exaustivamente divulgados pela mídia, dando a impressão de marginalização para aqueles que não os possuem, o que não são poucos. De um lado então temos os que podem comprar os luxos levando uma vida fútil e vazia sem darem valor àquilo que realmente importa e de outros os humildes frustrados e sentindo-se marginalizados por não poderem acompanhar o consumismo capitalista.

Tais aspectos são reflexos do materialismo e como consta na questão 799 do já referido livro, a missão do Espiritismo é destruir o materialismo, que é um atraso para evolução moral da humanidade. A Doutrina Espírita demonstra no que deve se concentrar a nossa importância e assim conduzirá os homens ao encontro da verdadeira felicidade, que é a consciência tranqüila, por viver segundo a lei de amor ao próximo e possuir esperança em um futuro melhor, por compreender que todos os infortúnios que nos assaltam são para o nosso bem.

Busquemos, pois, sermos felizes segundo as diretrizes que o Consolador Prometido nos oferece, pois elas vêm de Deus e são a verdade, mas também não nos esqueçamos de levar na medida do possível essa luz para aqueles que ainda se ocupam das coisas passageiras desse mundo-escola em que vivemos.





segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Mudar o mundo

Mudar o mundo era um anseio que eu sempre tive quando era moleque, ver pessoas sofrendo sempre me comoveu e como todo adolescente inconseqüente eu achava que não deveríamos medir as conseqüências para alcançar esse fim, mesmo que elas fossem catastróficas.

Mas com o tempo eu fui aprendendo que só se muda o mundo quando mudamos a nós mesmos e que o nosso mundo é aquele que está ao nosso redor, aquele que está ao nosso alcance.

Hoje, dois anos e meio após ter conhecido a Doutrina Espírita, reconheço que ante uma pessoa que sofre por causas físicas, aquelas que tanto me comoviam e comovem, a melhor solução é o Evangelho de Jesus Cristo, claro, não significando que devemos nos abster de amenizar as dores físicas e necessidades materiais.

Mas entendendo que todas as aflições pelas quais passamos são fruto dos nossos atos errôneos seja desta ou de outra vida, o Evangelho, como a receita do psicoterapeuta de Nazaré, é o caminho para a mudança do mundo, pois ele é o mais significativo código moral que se amplamente divulgado e vivido, fará com que as pessoas levem uma vida reta, não mais cometendo os erros ante cometidos e assim não mais arrumando débitos ante a própria consciência.

Transcrevemos agora a questão 889 de “O Livro dos Espíritos”:

“Não há homens reduzidos à mendicância por suas faltas?
Sem dúvida, mas se uma boa educação moral os houvesse ensinado a praticar a lei de Deus , eles não cairiam nos excessos que causam sua perda; é disso sobretudo que depende o melhoramento do vosso globo.”

Em outras palavras, o melhoramento do mundo depende de uma boa educação moral, que nos leva a praticar a lei de Deus, pois é justamente o afastamento dessa lei que gera os sofrimentos humanos, essa lei que tem como ponto básico o amor ao próximo.

Então ao vermos pessoas que padecem de sofrimentos morais ou materiais, em decorrência da miséria ou de doenças, não nos furtemos de auxiliá-los da melhor maneira possível, mas não nos esqueçamos de levar-lhes também a luz do Evangelho de Jesus, que, conquanto não seja o único (vide o budismo, islamismo, etc), é o mais seguro roteiro de auto-iluminação de que nós dispomos.
Portanto o Espiritismo, sendo o Evangelho Restaurado, sem todas as imperfeições impostas pelo homem por interesses político-econômico, deve ser divulgado, não imposto, mas sua luz de esclarecimento e consolação deve brilhar entre os desvalidos e sofredores, ele deve ser usado como instrumento de moralização para que é um dia, com o decorrer das vidas sucessivas que nos permite progredir, não mais haver na Terra pessoas padecendo de dores intraduzíveis e esse dia só chegará quando a humanidade abandonar o egoísmo e vivenciar o amor ao próximo e a fraternidade.

De frente para Deus



Foi nos ensinado que quando morrêssemos iríamos para o céu e lá estaríamos frente a frente com Deus, sendo que Ele teria uma forma humana, talvez um velhinho de longa barba branca.

Assim como os antigos que não compreendiam o tempo tiveram que humaniza-lo com uma personificação humanóide do deus do tempo, nós assim o fizemos com o Deus único em que acreditamos, pois estamos longe de compreender o que é o Criador do Universo.

Na primeira pergunta de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, o eminente codificador da Doutrina Espírita pergunta às Entidades Superiores:

“Que é Deus?” No que elas respondem: “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”

Como depreendemos da retro-citada pergunta, a única coisa que podemos ter certeza é que Deus é a inteligência suprema e o Criador do universo, mas não que ele tenha forma humana, a razão nós convence de que essa forma simplista de crer num Deus antropomórfico não mais cabe em nossos dias, porquanto essa imagem é fruto da nossa inteligência limitada que tenta limitar também aquilo que não conhecemos.

A contínua análise das demais pergunta de “O Livro dos Espíritos” nós mostra que Deus deve possuir todas as virtudes ao infinito, sem o que ele não seria perfeito e não sendo perfeito a Lei que rege o universo estaria comprometida, pois como fruto de um ser imperfeito esta também seria imperfeita. Portanto Deus, para ser Deus, tem que ter todas as virtudes em um grau infinito e perfeito.

Mas debater sobre o que é Deus é conversa infrutífera, porquanto, como consta no primeiro livro do Pentateuco Kardequiano, nós ainda não possuímos todos os sentidos suficientes para contemplarmos a Deus. O importante no nosso estágio evolucional é o que está acertadamente grafado na seguinte passagem do Novo Testamento:

“Deus é amor.” (I João, 5:16)

Deus é amor, sim, Deus não pune e não castiga, não guarda ódio porque Nele nunca existiu ódio que é um vício e Deus é pura virtude.

Deus não escreve certo por linhas tortas, Ele escreve certo e somos nós que lemos torto.

Como seres inteligentes possuímos o livre arbítrio e com isso a responsabilidade por nossos atos, portanto quem planta o mal colherá sofrimento e quem planta o bem colherá venturas.

Não é Deus que inflige aos Seus filhos os sofrimentos físicos e morais, mas sim nós mesmos que por conta de atos egoístas e desvarios da inconseqüência, nos comprometemos diante da nossa própria consciência que mais cedo ou mais tarde acaba por nos trazer o resultado desses atos.

Essa é a Lei que rege o universo, a Lei de Causa e Efeito, já preconizada por Newton, onde todos os nossos atos e até mesmos pensamentos refletem-se em nós mesmos. Daí a importância de uma conduta reta, voltada para o amor ao próximo que Jesus, o espírito perfeito, tanto elucidou-nos.

Com o Espiritismo compreendemos que Deus não é o carrasco da iniqüidade que pune a uns e privilegia a outros, mas sim que Ele é o Pai e Criador de todos e Quer que todos evoluam, como espíritos imortais que somos, até chegarmos a plenitude, onde estaremos libertos das nossas más tendências e dos efeitos das nossas más ações do passado e para trilharmos esse caminho o Evangelho de Jesus é a nossa bússola ou como diz Divaldo Franco, é o mapa do tesouro.

Portanto sigamos essa rota de amor ao próximo e fraternidade, onde a vivência do bem e da caridade moral e material são exercícios para domar nossos vícios e encher nossos corações com esse amor fraterno que um dia há de se instalar sobre a Terra.